Pré-pago tem em janeiro primeira queda desde início da pandemia

O mercado de serviço móvel pessoal (SMP) voltou a crescer em janeiro, de acordo com dados divulgados pela Anatel. Enquanto as frequências novas não chegam, o 5G DSS agora supera a marca de 1,5 milhão, e o 4G continua firme e forte com 77% do total da base nacional. De fato, o LTE tem adicionando quase o mesmo tanto somente em novos acessos a cada mês. 

Mas no recorte da modalidade de cobrança, houve um fato novo: a primeira queda do pré-pago em quase dois anos. Com os números corrigidos retroativamente, o pós-pago continuou a crescer: 0,80%, totalizando 136,500 milhões de linhas.

Porém, o pré-pago caiu 0,10% e ficou em 119,167 milhões de acessos. Trata-se da primeira queda da modalidade pré-pago desde abril de 2020, no início da pandemia da covid-19, ainda de acordo com os dados da Anatel.

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Naquela ocasião, no início do segundo trimestre de 2020, o mercado contava com 114,123 milhões de linhas desse tipo, e ainda mostrava uma tendência de queda no total devido ao fim do "efeito clube". Daquele mês em diante, com a contínua deterioração da economia brasileira não apenas pelo impacto do vírus, mas com os índices de desemprego em crescimento, o pré-pago voltou a ser uma opção mais segura para os brasileiros com cada vez menos poder de compra.

Em janeiro deste ano, com menos restrições e com a vacinação, pode ter havido um maior otimismo em optar pelos planos controle e pós-pagos. Mas mesmo esses tiveram um crescimento menor do que o registrado entre novembro e dezembro (0,99%). Lembrando que a variante ômicron provocou uma nova onda de contaminações no País nos dois primeiros meses de 2022.

5G DSS

Apesar de a base da Vivo ter sido corrigida para mais em dezembro (de 470,9 mil para 486 mil), o 5G DSS cresceu em janeiro quase 25%, agora já somando 1,531 milhão de acessos. A maior parte do crescimento líquido ocorreu pela Claro, que adicionou mais de 211 mil acessos somente no mês e encerrou o período com 666,9 mil chips, um avanço de 46,32% no comparativo mensal. 

A Vivo subiu 12,73% e ficou com uma base de 547,9 mil linhas. A TIM aumentou 11,71% e totalizou 317 mil acessos. Confira no gráfico como está dividido o mercado entre essas três empresas nessa tecnologia – lembrando que ainda é o 5G DSS, com compartilhamento de espectro dinâmico com o 4G, e não com as frequências novas adquiridas no leilão. 

Fonte: Anatel (jan/22)

Demais tecnologias

No total, a base brasileira de celular cresceu 0,38% no mês, totalizando 255,668 milhões de chips, pelo menos até o momento da publicação desta matéria. 

No 4G, a base cresceu 0,52% (pouco mais de 1 milhão de adições líquidas), totalizando 198,245 milhões de acessos. Houve crescimento em todos os grupos, inclusive entre as prestadoras de pequeno porte (PPPs), que somaram 4,317 milhões de linhas, um aumento de 1,85% (sendo que também essa base foi corrigida nos meses anteriores). O maior salto, contudo, foi o da líder Vivo, que adicionou 461,9 mil chips em apenas um mês (aumento de 0,75%) e encerrou janeiro com 62,317 milhões de linhas.

A segunda colocada é a Claro, com 52,893 milhões de acessos após aumento mensal de 0,41%. A TIM fechou o mês com 46,470 milhões de acessos, um avanço de 0,34%. Já a Oi Móvel, ainda contabilizando como uma operação própria até que a venda para as teles seja finalizada, cresceu 0,33% e ficou com 32,245 milhões de acessos. 

Das demais tecnologias legadas, o 3G mostrou queda de 1,43%, encerrando o primeiro mês de 2022 com 28,4 milhões de acessos. Já o 2G cresceu 0,10%, ficando em 27,490 milhões de linhas. 

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