LTE favorece novas oportunidades no mercado de telefonia móvel da América Latina

Com a previsão de que até 2015 haja cerca de 500 milhões de assinantes para 4G no mundo, verifica-se o interesse de novos players por inserção nesse mercado, sobretudo no setor de atacado. Jean-Pierre Bienaimé, vice-presidente da operadora francesa Orange, acredita que a tecnologia 4G é a principal solução para responder à demanda global por tráfego de dados, estimulando cada vez mais as parcerias entre teles tradicionais e operadoras móveis virtuais (MVNOs). “Por ser uma tecnologia de alto valor, a LTE motivará operadoras (tradicionais) a fazerem parcerias com MVNOs”, opina Bienaimé. Segundo o executivo francês, atualmente já existem cerca de 400 operadoras móveis virtuais na Europa e contratos flexíveis entre teles e MVNOs parecem ser uma boa oportunidade de negócios na América Latina e, mais especificamente, para o Brasil. Se Colômbia, México e Chile já vêm desenvolvendo esse tipo de parceria, no Brasil os cortes de impostos sobre a venda de tablets e smartphones estimula a atuação de MVNOs focadas em tráfego de dados.

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Mas não são apenas as operadoras móveis virtuais os novos players dispostos a atuar no mercado da tecnologia 4G. A Une, empresa estatal de telefonia fixa da Colômbia, expandiu, em 2012, seu portfólio para a rede 4G: “a decisão de trabalhar com LTE foi tomada para que a empresa não enfrentasse a morte lenta, já que não oferecer serviços móveis é, hoje, uma desvantagem”, argumentou Marc Eichmann Perret, presidente da companhia colombiana. O primeiro passo da Une, que opera com tecnologia 4G em Bogotá e em Medelín, foi a construção de sites e torres para a instalação da rede e o aluguel da infraestrutura fornecida pela American Tower. A estatal aguarda licitação de frequências mais baixas a fim de atuar também fora dos centros urbanos: “o fato de não haver leilões com diversas frequências tem dificultado a estratégia da Une”, afirmou Perret.

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