Oi propõe ajustes ao aditamento durante a AGC

CEO da Oi, Rodrigo Abreu, durante a AGC

Em plena realização da Assembleia Geral de Credores, a Oi apresentou mais ajustes à proposta de aditamento do Plano de Recuperação Judicial. Durante o evento, que acontece de forma virtual nesta terça-feira, 8, a empresa incluiu a consideração da proposta vinculante de Claro, TIM e Vivo como "stalking horse" (direito de cobrir a oferta) pelos ativos da Oi Móvel. 

Assim, conforme explicou o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, o preço mínimo dessa unidade passa a ser de R$ 15,744 bilhões, acrescidos de R$ 819 milhões de contratos de capacidade de transmissão na modalidade "take or pay". Ou seja: no total, o valor mínimo subiu de R$ 15 bilhões para R$ 16,563 bilhões. Lembrando que esse montante de R$ 16,5 bilhões já considera os R$ 756 milhões "por serviços a serem prestados no período de transição por até 12 meses pelo Grupo Oi às ofertantes" que foi proposto pelo consórcio das teles.

Já para a unidade de fibra, a InfraCo, a Oi incluiu possibilidades de ajuste de endividamento. A empresa considera outras obrigações, além da dívida extraconcursal junto à Telemar, incluindo de dívida extraconcursal de R$ 1,5 bilhão junto às recuperandas e "eventuais dívidas contraídas para financiamento das suas atividades operacionais".

"Para clarificar a possibilidade de recebíveis, foi feito ajuste para considerar que a transação secundária poderá ser feita por meio de recebíveis líquidos e certos contra as recuperandas, até o limite de 50% de cada valor parcela", declarou Abreu. Também há ajuste para considerar que a quitação integral dos créditos com garantia real no ato de fechamento da alienação dos ativos da Oi Móvel. 

A empresa também propõe leilão reverso em dois turnos, visando a desalavancagem de curto prazo:

  • Primeiro turno destinado a credores de títulos com maturidade em até 24 meses da data do leilão
  • Segundo turno destinado para credores com títulos com maturidade após 24 meses da data do leilão

O valor presente líquido (VPL) de referência para limite superior do leilão precisando ser igual, no mínimo, a 100%. 

Há ainda ajustes para considerar que o montante não captado com a linha de empréstimo-ponte (limite de R$ 5 bilhões) poderá ser captado através de outra captação (limite de R$ 2 bilhões, acrescido ao empréstimo-ponte). Mantêm-se as mesmas limitações para não oferecimento de novas garantias. A Oi ainda coloca restrição de utilização de recursos de novos financiamentos garantidos por ações da InfraCo para Capex.

3 COMENTÁRIOS

  1. Rolo, rolo, rolo!
    Pesadelo para acionistas. Depois mudam de novo o tal plano até virar pó de vez. Só dá prejuízo essa firma. Quem compra ações é sócio. Portanto, quem compra isso aí está comprando dividas. Insanidade total!

  2. Um ato Lesa-Pátria esse fatiamento e desmonte da operadora Oi ! Como ficam os(as) trabalhadores(as) ? Por excluíram os representantes sindicais e defensores da classe trabalhadora desta assembleia ? Como ficam os(as) aposentados(as) e pensionistas ? Quem irá pagar ou herdar as ações judiciais ? Estão acobertando os fatos e atropelando os clientes em benefício de acionistas majoritários e poucos minoritários ! Em 2025 terá sucata nos postes e uma concessão pública falida que ninguém irá assumir !

    • Os trabalhadores podem aproveitar todo o know how e experiência para mudarem de firma e irem trabalhar no Gatonet, muito popular no Rio de Janeiro. Os acionistas vão levar o nabo. Diretores pagam as dividas, pegam o deles e somem. Isso aqui é Brazil, país da malandragem.

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