Telebras projeta break-even em 2018. Até lá, depende do orçamento Federal

Após amargar um prejuízo de R$ 117,3 milhões em 2014, com receita de R$ 31 milhões (menor do que os custos de pessoal), a nova direção da Telebras busca o equilíbrio das contas por meio de diversos projetos, como o satélite, o cabo submarino e, mais recentemente, as redes metropolitanas para alcançar clientes como órgão de governos nos estados e pequenos provedores que não têm recursos para investir na última milha. A previsão do presidente da estatal, Jorge Bittar, é de que o ponto de equilíbrio deve ser alcançado em 2018, mas isso vai depender dos investimentos que precisam ser feitos pelo governo. Após os cortes, a empresa conta, a princípio, com os recursos para o satélite.

"A Telebras é uma startup. E numa startup, nos primeiros anos, o investidor é quem banca a empresa, como aconteceu com o Facebook, Google e todas essas empresas de tecnologia no mundo", compara Bittar. Ele afirma que está buscando formas de aumentar as receitas para que possa justificar a presença da estatal no mercado. "Se eu não investir a minha receita vai continuar baixa, vou manter o déficit e o tesouro vai pagar a conta", afirmou.

"Eu tenho um backbone de excelente qualidade, mas eu preciso chegar ao meu cliente e é para isso que servem as redes metropolitanas", disse Bittar. Mas deixa claro que não é pretensão da estatal competir com as operadoras privadas, nem deixar de lado sua função estratégica de levar a rede aos locais de pouco apelo econômico, apesar do fato de ter boa parte das redes metropolitanas projetadas em áreas onde há forte competição no mercado. "Ao contrário, a Telebras, enquanto operadora neutra, como ocorre em vários países do mundo como na Inglaterra, contribui para oferta maior de capacidade pelas operadoras privadas", disse.

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Na semana que vem, Bittar pretende intensificar os esforços para liberação dos R$ 240 milhões que serão aplicados na construção de redes metropolitanas em 21 capitais e cidades de grande porte neste ano. As licitações para implantação dessas infraestruturas já estão em fase final e, segundo o presidente da estatal, o atraso no desbloqueio desses recursos irá afetar os planos da empresa.

O presidente da Telebras sustenta que, caso os investimentos sejam feitos, o equilíbrio das contas pode chegar antes de 2018. Ele lembra que o satélite deve entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2017 e o cabo submarino até a Europa, no final deste mesmo ano. Até lá, a empresa terá concluído seu sistema de comercialização de capacidade do satélite.

Outro plano da estatal é montar um centro de distribuição de conteúdo (CDN) cultural e educativo. Bittar disse que já há conversas nesse sentido com os ministros da Educação e da Cultura. No caso do CDN, a ideia é usar o data center de empresas públicas já existente, como do Serpro e Dataprev, e construir as pequenas estruturas, que distribuirão os conteúdos nas pontas. "Esse é um projeto que será intensificado no próximo ano", disse Bittar.

"A Telebras está vivendo fortes emoções, estou aqui estimulando ao máximo os colaboradores para que tragam mais projetos", afirmou Bittar.

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