Viasat explica atraso no lançamento da Internet residencial no Brasil

VP e head de Internet residencial da Viasat para as Américas, Evan Dixon

Anunciado nesta terça-feira, 7, o lançamento Internet residencial da Viasat chegou pelo menos três meses depois do previsto. Originalmente, a empresa pretendia iniciar essa operação ainda em 2019, mas formalmente, havia a intenção de lançar em abril. Na última hora, o lançamento foi colocado em pausa.

De acordo com o novo VP e head de Internet residencial da Viasat para as Américas, Evan Dixon, o adiamento aconteceu por três motivos: o impacto da pandemia do coronavírus, a quantidade de licenças estaduais e a própria nomeação dele para o novo cargo.

"Estávamos prestes a lançar quando a pandemia estava começando, então havia muita incerteza", declara Dixon em entrevista ao TELETIME. "Pensamos que a medida certa era pausar e entender as implicações da pandemia nos serviços de banda larga."

Licenças

Outro fator é que, inicialmente, a Viasat só contava com aprovações com governos de apenas quatro estados, com a primeira fase chegando a Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo – ou seja, 1.775 municípios. Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Amazonas foram adicionados desde então e já estarão cobertos no lançamento desta terça-feira, 7.

Além disso, a própria pandemia afetou aprovações com a administração pública e acordos administrativos com provedores regionais (ISPs). "Achamos que agora temos uma massa crítica para lançar e esperamos ter o restante até o final de 2020, com aprovação para vender em todos os estados. Espero que possa ser até antes disso", diz o executivo.

Dixon conta que aproveitou a oportunidade da pausa para ele mesmo estudar a operação. "Eu tomei essa nova posição [na Viasat], então pensamos que havia oportunidade de eu encontrar a Telebras e a Visiontec e passar um tempo com eles", explica. A Visiontec é a parceria para distribuição comercial do produto.

Covid-19

Diretor comercial da Viasat no Brasil, Bruno Soares Henriques, disse ao TELETIME em abril que questões que envolviam trabalho de campo eram o maior ponto a ser observado. "A gente tem nos preocupado bastante com essas questões, em como manter nossos instaladores, parceiros e clientes seguros e saudáveis", declarou Henriques, que também atuou como gerente de Tecnologia e Soluções Satelitais da Telebras na época do lançamento do SGDC.

Também na época, o diretor disse não ter havido impacto de desabastecimento, uma vez que a empresa trabalha com estoque avançado. Contudo, com cautela: "Nesses tempos de coronavírus, é um dia após o outro".

No período, o que foi observado pela Viasat foi um aumento na demanda pela conectividade, especialmente com a Internet sendo considerada como serviço essencial. 

Internamente, a empresa mantém escritórios em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, mas todos os funcionários estão trabalhando em home office. 

SGDC

Não é de hoje que a Viasat sofre contratempos para poder trabalhar com o SGDC. O próprio contrato com a Telebras, para exploração da capacidade comercial, sofreu escrutínio do Tribunal de Contas da União (TCU), que exigiu alterações no modelo de compartilhamento de receitas. Além disso, o processo foi judicializado em função do acordo inicial não ter as mesmas condições apresentadas nas tentativas fracassadas de licitação pública da Telebras. 

Todas essas pendências foram solucionadas, mas o satélite brasileiro já estava no espaço desde maio de 2017, sem ser plenamente utilizado. Como o satélite tem vida útil de 15 anos, é fácil perceber que, diferente do que afirmava o governo na época, o aparelho estava sendo desperdiçado enquanto deprecia em órbita. "É sempre uma pena quando um satélite é lançado e não é usado por um período", lamenta Evan Dixon.

Porém, o executivo lembra que a Viasat assinou contrato com a Telebras em fevereiro de 2018, após o SGDC ter sido lançado, mas afirma que a empresa estava trabalhando para permitir a conectividade "o mais rápido possível" em todo o território.

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