5G e pandemia aumentam necessidade por interiorização de rede, afirma Oi

Participando nesta terça-feira, 7, de live promovida pela BTG Pactual, o CEO da Oi, Rodrigo Abreu, classificou a interiorização e a massificação da rede de telecom como alguns dos maiores desafios digitais do País, sobretudo em tempos de covid-19 e de chegada iminente do 5G. Incluindo a possibilidade de a operadora implantar a tecnologia antes do leilão, por meio de refarming.

"[Com a pandemia], a necessidade de infraestrutura adequada passou de essencial para indispensável", afirmou o executivo, pontuando que, apesar da boa qualidade das redes atuais, a interiorização do serviço pelo País ainda surge como desafio. "Hoje no Brasil temos vários mundos separados [em conectividade], o que reproduz se no uso da tecnologia".

"Então a primeira questão é ampliar de maneira massificada a infraestrutura", pontuou Abreu, destacando a importância da fibra ótica e o papel da tecnologia na consolidação do 5G, o qual teria a massificação das redes como pré-requisito.

5G

Questionado sobre o atraso no leilão de frequências para o novo padrão, Abreu pontuou que, no momento atual, não há prejuízo pelo calendário. "Só ter o leilão em 2021, dá um ano e meio de atraso [em relação a mercados que já contam com o 5G], mas nessa fase, não será problema para o País. Óbvio que não podemos ficar mais dois ou três anos esperando, mas nessa fase inicial algumas coisas já vão começar a acontecer".

Nesse sentido, Abreu notou que redes comerciais da tecnologia a partir de frequências usadas nos padrões anteriores já começaram por aqui (em referência a anúncio feito pela Claro). Segundo ele, em um intervalo relativamente curto a Oi deve seguir caminho similar, a partir do refarming de frequências.

A empresa, contudo, já anunciou a venda da unidade móvel, proposta que ainda precisa ser aprovada na assembleia de credores da recuperação judicial, além de reguladores. TIM e Vivo já iniciaram processo de avaliação, enquanto Claro e Algar Telecom também já mostraram interesse.

Fases

De toda forma, o CEO da operadora avalia que a consolidação da tecnologia no País vá ocorrer em três fases distintas: na primeira, será incrementado o serviço de banda larga 4G de usuários, sobretudo em áreas mais densas. Em paralelo, alguns primeiros usos B2B (corporativos) como Internet das Coisas devem ser impulsionados.

Uma terceira fase, contudo, levaria algum tempo a mais. "Nesta fase que estarão as aplicações verdadeiramente de próxima geração, como o carro autônomo, medicina remota de precisão, realidade virtual e realidade aumentada. Isso vai transformar a sociedade sem dúvida nenhuma, não no próximo ano, mas nos próximos cinco a dez anos".

O evento virtual do qual participou Abreu também contou com presença do CEO do Google Brasil, Fábio Coelho, e com Amos Genish, atual sócio do BTG Pactual e head da Digital Retail Unit.

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