Internet 3G e 4G não chega ou é ineficiente em 43% dos lares nas favelas

Foto: anja_schindler

A carência de infraestrutura de telecom na periferia das cidades brasileiras resultou em um contingente de 43% dos moradores de favelas sem acesso a sinal de Internet por meio de 3G ou 4G em seus lares ou com um serviço de baixa qualidade. A descoberta é de pesquisa do Instituto Locomotiva.

Os números foram apresentados nesta terça-feira, 3, durante o lançamento do movimento Antene-se. Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a gravidade da situação tem se evidenciado no cenário de pandemia de covid-19.

De acordo com a pesquisa conduzida pelo instituto (especializado em estudos sobre população de baixa renda), 13% dos moradores das favelas não contam com sinal móvel de Internet em sua residência. Somados aos 30% que classificam como ruim a disponibilidade do serviço, um total de 43% da população das comunidades teria acesso precário à rede.

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Na ocasião, Meirelles lembrou que, entre populações de menor renda, o smartphone e a conectividade móvel servem como principal meio de acesso para a navegação. Frente à carência do sinal, práticas como o ensino à distância estariam sendo prejudicadas.

"É uma situação bastante grave: entre estudantes de escola pública da classe C, D e E, 32% não assistiram aulas [online] durante a pandemia por questão tecnológica. Nas favelas, são 54%. E 89% dos pais acreditam que o filho em casa não está estudando como deveria", apontou Meirelles.

Renda

Por outro lado, o especialista também apontou o crescimento da parcela da população que se utiliza da tecnologia para geração de renda. "Na pandemia, o Brasil ganhou 11,2 milhões de pessoas que passaram a receber renda a partir de aplicativos", citou Meirelles. Ao todo, o contingente que se vale das ferramentas da economia digital (como apps de entrega, corridas e e-commerce) parcial ou integralmente seria de 32 milhões.

Inovação

Já o surgimento de novos modelos de negócios amparados pela Internet foi destacado pelo presidente da Central Única das Favelas (CUFA), Preto Zezé.

"Durante a pandemia desenvolvemos negócios tecnológicos importantes como o Alô Social, uma empresa de telefonia móvel com pacotes de dados acessíveis. Saímos com uma doação de 500 mil chips com pacote Alozão e seis meses de ligação gratuita e WhatsApp para mães, que são a população mais atingida".

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