Isenções fiscais podem reduzir preços de aparelhos Motorola em até 9%

A inclusão da Motorola no pacote de incentivos ao setor produtivo anunciado nesta terça-feira, 3, pelo Governo Federal, pode ter um impacto significativo para o consumidor final: uma redução nos preços dos produtos da fabricante que variará entre 5% e 9%.

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Segundo o novo diretor de relações governamentais da Motorola Mobility, Luiz Cláudio Carneiro, a empresa será beneficiada com a desoneração do PIS/Cofins, medida que consta no pacote de incentivos ao setor produtivo anunciado pela presidenta Dilma Rousseff. A redução nos preços deve beneficiar toda a linha de aparelhos da empresa. A Motorola produz internamente 100% dos produtos comercializados no mercado brasileiro.

A medida é uma tentativa do Governo Federal de impulsionar a indústria nacional, a qual vem sendo duramente atingida – seja pela perda de mercados para exportação, seja pela maior competição interna de produtos importados. “Por um lado, há o aumento das importações, principalmente de produtos asiáticos, o que já gera perdas significativas para a indústria. Por outro, vemos dificuldades para exportar devido ao crescente protecionismo em alguns de nossos maiores mercados, como Venezuela e Argentina”, disse Carneiro, para quem a questão do câmbio valorizado, uma das maiores queixas da indústria brasileira, é uma faca de dois gumes. “A questão do câmbio é relativa, pois ao mesmo tempo em que o câmbio apreciado afeta as exportações, ele reduz o valor dos componentes importados, que ainda respondem por vários setores da cadeia produtiva", afirmou.

A Motorola já tivera sua produção de tablets incluída, em 2011, na Lei de Informática, pela qual se beneficiou da redução do IPI, tendo como contrapartida o estímulo à produção interna de tecnologia. A empresa estima que a medida de estímulo tenha resultado em uma redução de 26% no preço final do produto.

4G

Em relação ao lançamento de aparelhos 4G no mercado brasileiro, Carneiro disse que ainda não há um prazo definido, mas deu a entender que a comercialização pode começar tão logo ocorra a entrada em operação da tecnologia no Brasil. “A Motorola tem por princípio se antecipar às tendências do mercado. Tão logo as redes estejam implantadas e operacionais, é certo que nós teremos produtos no mercado”, afirmou.

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