Anatel dá anuência prévia à criação de FiBrasil por Vivo e fundo CDPQ

A Anatel concedeu anuência prévia para a criação, pela Vivo, da empresa de infraestrutura FiBrasil ao lado do fundo canadense Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ).

A aprovação ocorreu em votação no circuito deliberativo do Conselho Diretor da agência na terça-feira, 1º. O pedido foi relatado pelo conselheiro da Anatel, Vicente de Aquino, com voto seguido pelos demais membros do colegiado.

O CDPQ criou a empresa Fibre Brasil para concretizar o negócio de acordo com a legislação vigente, uma vez que a FiBrasil precisa ter a maioria do capital votante detido por pessoas naturais ou empresas constituídas sob a lei brasileira.

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A anuência prévia tem validade de 180 dias a partir de sua publicação do Diário Oficial da União. O prazo é prorrogável a pedido por igual período, se mantidas as mesmas condições societárias. A solicitação aprovada foi protocolada pela Vivo e o CDPQ em 12 de março. O Cade também deu permissão ao negócio, anunciado em março.

Estratégia

Por 50% da joint-venture, o fundo canadense pagará R$ 1,8 bilhão. Os outros 50% da FiBrasil ficarão com a Telefónica, sendo 25% deles com a brasileira Vivo e outros 25%, com a Telefónica Infra, que concentra ativos de infraestrutura do grupo espanhol em todo o mundo.

A FiBrasil operará a partir de 1,6 milhão de homes passed (HPs) com fibra óptica herdados da Vivo; o objetivo é atingir 5,5 milhões de HPs até 2024 através de investimentos conjuntos com o novo sócio. A intenção da operadora é ter o negócio ativo já no segundo semestre.

Cidades de tamanho médio fora do estado de São Paulo serão a prioridade para receber a infraestrutura de fiber-to-the-home (FTTH). No modelo, a própria Vivo terá exclusividade temporária para a contratação do serviço.

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