Renault e Nissan lançarão carros autônomos para engarrafamentos em 2016

A primeira geração de carros autônomos da Renault e da Nissan será lançada em 2016, prometeu o CEO das montadoras, o brasileiro Carlos Ghosn. Os primeiros modelos serão capazes de dirigir sozinhos durante engarrafamentos. Mas não prescindirão dos motoristas. "É importante diferenciar carros autônomos de carros sem motorista. No carro autônomo, o motorista está dentro do automóvel. 90% dos acidentes acontecem por causa de erro humano. Se conseguirmos limitar a intervenção humana, diminuiremos os acidentes", ressaltou, durante palestra no Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, nesta segunda-feira, 2.

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A funcionalidade de autonomia de direção chegará primeiro aos modelos top de linha das montadoras e encarecerá um pouco o preço dos carros, como acontece quando qualquer inovação é apresentada, comentou.

A segunda geração de carros autônomos da Nissan e da Renault, por sua vez, está prevista para 2018 será capaz de dirigir sozinha em estradas, inclusive com mudança de faixa. Somente em 2020 virá uma terceira geração, com direção autônoma em qualquer situação. Carros sem motorista, contudo, devem ficar para 2030, pois requerem muito mais desenvolvimento, além da negociação com reguladores para a sua liberação e cuidados contra ataques cibernéticos.

Ghosn deu alguns exemplos sobre decisões difíceis que precisam ser tomadas por carros autônomos em um piscar de olhos. Uma delas poderia ser a seguinte: o automóvel está parado em um cruzamento, com o sinal vermelho, e percebe outro veículo vindo em sua direção, por trás, com risco de colisão. Ele avança o sinal? São situações que precisam ser programadas e imaginadas.

Carros elétricos

A Nissan é hoje a maior produtora de carros elétricos do mundo. 250 mil unidades já foram vendidas. Os EUA são seu maior mercado para esse produto e somente a cidade de Atlanta concentra um terço das vendas, por conta de incentivos locais, como estacionamento gratuito.

Ghosn disse que, neste momento, não se preocupa com a competição de novos entrantes da área de tecnologia, como a Apple, no segmento de carros elétricos. Pelo contrário: entende que o lançamento de novos carros elétricos fomentará esse mercado, ajudando a todos que dele participam. A queda do preço do petróleo também não deve mudar os planos da indústria de investir em carros elétricos, embora possa, eventualmente, desacelerá-los.

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