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QMC investe mais de R$ 100 milhões em primeira onda de 5G indoor

BH Airport é um dos locais onde infraestrutura para 5G indoor foi contratada da QMC. Foto: BH Airport

A operadora de infraestrutura QMC Telecom está mobilizando mais de R$ 100 milhões em investimentos em uma primeira onda de projetos para cobertura 5G indoor (em ambientes fechados) no Brasil, na medida em que a experiência com o serviço de quinta geração vira motivo de atenção entre as teles brasileiras.

Em entrevista ao TELETIME, o presidente da QMC no Brasil, Murilo Almeida, comentou o que considera ser um rápido avanço nos investimentos em sistemas de antenas distribuídas (DAS) para 5G nos ambientes fechados. A empresa reporta atuação em mais de 60 projetos em desenvolvimento ao lado de operadoras móveis, com destaque para Claro e Vivo.

Implementações no Aeroporto de Confins (BH Airport), no Hospital Vila Nova Star (SP), Hotel Bourbon Curitiba (PR) e Shopping RioSul (RJ) fazem parte da lista, bem como projetos em edifícios e complexos corporativos. “Essa primeira frente de projetos indoor vai consumir mais de R$ 100 milhões, fora os projetos de torres, especiais e de SLS [street level solutions] que temos”, apontou Almeida.

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O movimento, explica o executivo, é impulsionado pela necessidade das operadoras de prover uma experiência 5G consistente para usuários mesmo em ambientes indoor. Este tem sido um desafio da tecnologia no País, até pelo fato de frequências mais altas como o 3,5 GHz terem maior dificuldade de penetração em ambientes fechados.

Assim, a QMC vê como grata surpresa uma onda de investimentos indoor no começo do 5G bem maior que a vista no início dos ciclos 3G e 4G. A preocupação “logo de cara” com o 5G indoor chega a contrastar com a visão de algumas fornecedoras, que já apontaram ritmo menor do que o esperado no segmento. Neste sentido, a QMC entende que comparações com mercados 5G mais maduros como os Estados Unidos podem ser desfavoráveis ao Brasil.

Já para os próximos anos, a expectativa é de crescimento exponencial do número de empreendimentos com 5G interno. “A tendência é ampliar cada vez mais esse leque”, apontou Almeida. A QMC se considera preparada para o movimento, inclusive com suporte de US$ 200 milhões (cerca de 1 bilhão) em linhas de crédito contratadas para expansão.

Infraestrutura

Além dos projetos indoor – que somam mais de 500 empreendimentos, considerando 5G e antecessoras -, a empresa de infraestrutura também operadora macro sites como torres e as chamadas street level solutions (SLS), ou soluções a nível de rua também consideradas essenciais para a capilarização do sinal móvel.

No momento, a QMC vê com otimismo o movimento de atualização de leis municipais para licenciamento dos pontos, ainda que haja cenários bem distintos e situações ainda complicadas em algumas cidades do País. A empresa também tem buscado modelos criativos de implementação, alavancando o uso de mobiliários urbanos como pontos de ônibus, bancas de jornal e até floreiras.

Modelos alternativos não são usados apenas no contexto urbano, mas também em projetos em áreas de proteção histórica ou ambiental. A restauração de casarão histórico na cidade de Tiradentes (MG) com participação da empresa e a utilização de coqueiros camuflados em localidades como Trancoso (BA) são algumas dos destaques dentre os projetos “impossíveis” realizados pela empresa.

“O 5G vai demandar muita antena. Estamos falando de milhares de nodes agora, mas eram centenas e vão ser dezenas de milhares em breve. É necessário que tenhamos cuidado com essa incorporação no entorno urbanístico”, afirmou Murilo Almeida.

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