TIM compartilha rede com operadora de telefonia fixa no Ceará

Enquanto nos grande centros as operadoras se esforçam para ampliar a capacidade da rede, nas cidades de menor porte a infraestrutura montada, não raro, tem capacidade ociosa. A TIM está testando um modelo que, se der certo, promete ser a solução para ociosidade, oportunidade real de universalização da telefonia e redução de investimento para pequenas operadoras.
Desde de dezembro do ano passado, a TIM aluga sua rede na cidade de Limoeiro do Norte (CE) para a Local Telecom, autorizada de telefonia fixa presente em cinco cidades no Ceará, cujo modelo de negócios é baseado em clientes de baixa renda. A parceria ainda está em fase de testes e se for bem sucedida deverá ser expandida para outras cidades da região. "A motivação não é primordialmente econômica. Entendemos que como operador convergente, temos certa responsabilidade com o País para estimular o uso do telefone", afirma Rogério Takayanagi, diretor de marketing da TIM.
Trata-se de um contrato de exploração industrial de meios através do qual a Local Telecom utiliza a rede de acesso da TIM em Limoeiro do Norte para prestar o serviço fixo local. Vale lembrar que a própria TIM também presta o STFC por meio de sua rede móvel. A interconexão e todo o faturamento das chamadas é feito pela central telefônica da Local Telecom em Quixadá (CE).
O negócio só faz sentido para a TIM se ela não precisar fazer nenhum investimento extra. Para isso, a operadora impôs um limite inicial de 250 clientes da Local – que já foi atingido. O limite final é de 2 mil clientes por cidade, revela Denis Cote, presidente da Local Telecom.
Para a pequena operadora cearense a parceria é uma execelente oportunidade para expandir suas operações a um custo baixo. A Local Telecom teve seus planos de expansão adiados em razão da crise econômica mundial. A operadora enxerga na parceria com a TIM, uma boa oportunidade de expansão porque não precisa recorrer a financiamentos para a compra de equipamentos. "Para nós a parceria é muito melhor. Utilizamos a infraestrutura existente, o que permite fazer caixa para financiar a compra de novos equipamentos", afirma ele.

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