Lançamento da Net em HD marca também discursos políticos

O lançamento do serviço em alta definição da Net Serviços em Brasília foi também um evento de claro caráter político. Não apenas pela presença do ministro das Comunicações, Hélio Costa, e seus principais secretários e assessores, pela presença de conselheiros do Cade (Luiz Delorme Prado e Fernando Furlan), do conselheiro da Anatel Antônio Bedran, do presidente do conselho consultivo da agência, Vilson Vedana, ou do assessor especial da Casa Civil, André Barbosa. O que mais marcou foram as entrelinhas do que foi dito pelo presidente da Net Serviços, José Félix, pelo presidente da Globosat, Alberto Pecegueiro, e pelo próprio ministro das Comunicações, Hélio Costa.
José Félix fez questão de marcar o papel que, segundo suas palavras, a Net ocupa no cenário competitivo nacional: "A Net é, talvez, a única opção real de competição. É por isso que ela precisa continuar saudável e investindo como está agora. É a melhor opção que temos em um cenário competitivo e em um ambiente de incertezas e mudanças tecnológicas e regulatórias", ressaltou o executivo. Félix também fez questão de destacar que a Net já tem mais de 1,5 milhão de set-tops instalados com serviço de TV digital, "o que foi feito sem nenhum custo adicional para o nosso assinante".
Alberto Pecegueiro, da Globosat, mirou em outro aspecto político: o papel da TV por assinatura na difusão do conceito de alta definição. "Lançamos o canal Globosat HD antes mesmo das emissoras de TV aberta porque apostamos em um princípio simples: o assinante de TV paga buscará conteúdos diferenciados dos que tem na TV aberta", disse o executivo. Canais abertos aos quais ele se refere como "amigos e concorrentes".

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TV aberta e TV paga

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, destacou o papel que a TV digital aberta desempenhará ao brasileiro e comemorou o fato que na cidade de São Paulo o sinal digital está disponível com qualidade para 70% da população. "Isso é motivo de orgulho e não de crítica, considerando que temos menos de seis meses de operação". Mesmo defendendo a TV aberta, Hélio Costa reconheceu o pioneirismo da TV por assinatura na implantação do conceito de TV digital no país e admitiu que utiliza o serviços em alta definição oferecido pela sua operadora de TV paga.
Perguntado por este noticiário como via o fato de que um set-top com alta definição e gravador digital ser oferecido por R$ 800, que é o preço cobrado por um set-top simples de TV aberta digital, Costa ponderou: "a despeito do subsídio que a TV por assinatura tem condições de praticar, isso mostra que há espaço para a redução dos preços". Ele reconhece também que a TV por assinatura será o caminho natural para que boa parte da população passe a receber os sinais digitais, incluindo os conteúdos da TV aberta.

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