Ebitda da operação móvel da Oi alcança R$ 183 milhões

O Ebitda da operadora móvel do grupo Oi registrou forte crescimento nos primeiros três meses do ano, alcançando R$ 183 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 90,7%. Se comparado com o quatro trimestre, o crescimento foi ainda maior: 94,6%. A margem Ebitda da operadora celular foi de 18,3%, ante 12,8% e 9,2% registrados no primeiro e no quarto trimestres de 2006, respectivamente.
Segundo o diretor de finanças e relações com os investidores da Oi, José Luis Salazar, o Ebitda cresceu em relação ao primeiro trimestre do ano passado principalmente por conta do fim do subsídio de aparelhos pré-pagos, o que reduziu bastante as despesas. A melhora frente ao quarto trimestre, por sua vez, se deveu a ajustes não recorrentes e provisões fiscais que foram feitas no último trimestre do ano, informou o executivo.
A operadora móvel teve um lucro de R$ 45,6 milhões no primeiro trimestre. É um resultado melhor que o prejuízo de R$ 28,1 milhões do primeiro trimestre de 2006. Entretanto, está bem abaixo do lucro de R$ 210,9 milhões do quarto trimestre, quando houve o impacto positivo de receitas não recorrentes.
A receita bruta da operadora móvel foi de R$ 1,33 bilhão, ou 30,6% maior que o registrado um ano antes. Houve forte crescimento em assinatura, que subiu de R$ 153 milhões para R$ 207 milhões na comparação anual entre trimestres. Em chamadas originadas, a receita aumentou 24,7% em um ano, alcançando R$ 374,2 milhões. Serviços de dados e de valor adicionado representaram uma receita bruta de R$ 66,2 milhões no trimestre, ante R$ 56,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado. Em razão do full billing, houve forte alta da receita com remuneração de rede quando comparado com o mesmo período do ano passado, subindo de R$ 237,7 milhões para R$ 449,4 milhões. Com tudo isso, a participação do braço móvel na receita consolidada do grupo Oi aumentou de 12% para 16% em um ano.
A receita líquida foi de R$ 999,5 milhões no trimestre. Esse montante é 33,1% maior que os R$ 750,7 milhões do mesmo período do ano passado.
Entre as despesas, vale destacar a queda de R$ 112 milhões para R$ 68 milhões no custo de mercadorias vendidas na comparação anual entre trimestres. Isso é decorrente da estratégia adotada em meados de 2006 pela companhia de parar de vender aparelhos para o público pré-pago.

Base móvel

Um dos motivos para a melhora nos resultados em telefonia celular é o crescimento da base de clientes, que alcançou 13,36 milhões de usuários ao fim de março: 19,1% a mais do que 12 meses antes. Desse total, 83% tem planos pré-pagos. O market share da Oi em sua região é de 27,2%. A Oi angariou 21,1% das adições líquidas em sua área de atuação. Seu churn no primeiro trimestre equivaleu a 7,7% da base. A receita média mensal por usuário (Arpu) da operadora móvel foi de R$ 21,6 no primeiro trimestre, ante R$ 17,9 no mesmo período de 2006.

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