Telefonia fixa fecha 2016 em queda; e autorizadas perdem mais do que concessionárias

Assim como quase todos os serviços de telecomunicações, a telefonia fixa (STFC) também fechou 2016 em queda, de acordo com balanço do mercado divulgado pela Anatel nesta quinta-feira, 26. Em dezembro, o País contava com 41,831 milhões de acessos, 4,22% (ou 1,845 milhão) a menos do que no final de 2015. Comparando com o mês imediatamente anterior, houve queda de 0,41%.

O recuo foi decorrente de desconexões tanto entre as autorizadas quanto entre as concessionárias. Neste último, a queda foi maior no mês, com 118,6 mil desligamentos (0,48% de recuo), totalizando 24,754 milhões de acessos. No ano, a base reduziu em 2,74%, ou 696,6 mil acessos a menos. Quem mais perdeu durante 2016 foi a Oi, com 770 mil desconexões, ou 5,15% de retração. A operadora é a maior concessionária, com 14,173 milhões de linhas (queda de 0,49% em dezembro). A segunda maior é a Telefônica, com área de concessão apenas em São Paulo: 9,670 milhões de acessos, queda de 0,51% no mês e aumento de 0,57% no ano.

Por outro lado, surpreendentemente, as autorizadas tiveram a maior queda no ano. Foram 1,148 milhão de desligamentos, ou 6,30% de queda, fechando dezembro com 17,077 milhões de acessos. A maior base nesse grupo é da América Móvil (Claro, Embratel e Net), com 11,120 milhões de acessos e uma queda de 0,51% no mês e 4,32% no ano. Mas foi a Vivo (pós-fusão com GVT) que apresentou maior quantidade de desconexões líquidas: 602,4 mil em 12 meses (11,27%), total de 4,742 milhões (queda de 0,26% no mês). Foi a primeira vez que a queda de base das autorizações de STFC superou a queda de concessionárias. A explicação pode estar na estratégia da Telefônica, menos agressiva do que a da GVT.

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