Integração também é necessária nas redes privativas, dizem Claro, Telesat e Nokia

Painel de redes privativas no Teletime Tec. Foto: Izilda França/TELETIME

Um tema que permeou o Teletime Tec – Redes & Infra, evento organizado por este noticiário nesta terça-feira, 22, foi a necessidade de integração de redes para permitir a convivência de diferentes players em um mesmo sistema. Mas a mesma premissa se aplica às redes privativas, ao edge computing e mesmo à rede de transporte satelital, como foi observado por representantes da Claro, Nokia e Telesat.

O diretor de evolução de tecnologias de rede da Claro, Luiz Fernando Bourdot, enxerga que as redes privativas serão predominantemente locais, ainda mais considerando a computação de borda (edge computing), que descentraliza o poder de processamento das telcos e o deixa mais perto dos clientes. "O advento de redes privativas é alavancador para fazer isso chegar mais próximo do usuário, para a aplicação mais específica", coloca.

Segundo Bourdot, o maior gargalo é a automação de toda a infraestrutura para permitir esse processo de levar a computação mais próxima. Isso afeta inclusive aplicações de fatiamento de rede, "uma promessa do 5G que se concretiza com alto grau de automação da rede". Assim, ele considera que é necessário a modernização do backoffice, trazendo suporte a diferentes gerações.

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Essa integração também é apontada pela diretora de tecnologia da Nokia, Rosa Maria Araújo, como um objetivo para o setor. Para ela, é necessário trabalhar com arquiteturas mais abertas, "porque a maioria [das operadoras] tem o legado que espera conectar", em um ambiente no qual nem todas as empresas poderão fazer de tudo. "Muitas buscam soluções on-premise [no local], e que não vai ser atendida por rede pública por ter requerimentos de baixa latência. Óbvio que vai depender da aplicação, mas vai existir sim a necessidade de arquitetura distribuída."

Satélite

Nesse processo de redes privativas e 5G, a Telesat pretende não apenas oferecer a conectividade de alta capacidade e baixa latência da constelação de baixa órbita (LEO) do futuro sistema Lightspeed, mas também mudar o modelo de negócios baseado em megahertz para o megabit. "Nascemos a mais de 50 anos em GEO, e resolvemos tomar o caminho estratégico do LEO nos últimos cinco anos", conta o diretor de vendas da empresa, Romildo Lucas. Isso virá também com a esperada interoperabilidade nas APIs de sistemas. "Com a Lightspeed, vamos fazer a integração de redes por meio de protocolos MEF, que é padrão de mercado."

Há também situações nas quais a conexão satelital acaba sendo complementar. "Quando se pensa em como boa parte dessas redes já são tratadas, as mineradoras têm tráfego de automação de caminhões gigantes, e a computação na borda é feita localmente. É uma infraestrutura distribuída, com rede local. Em uma situação dessas, a constelação GEO já funciona muito bem", explica Luiz Bourdot, da Claro.

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