GSMA propõe garimpo de frequências para banda larga móvel na América Latina

A União Internacional das Telecomunicações (UIT) recomenda que em 2015 cada país tenha destinado 1.300 MHz para serviços de telefonia móvel. Essa seria a quantidade de espectro necessária para dar conta do aumento da demanda pelo serviço, puxada especialmente por smartphones e tablets 3G e 4G. Na América Latina, hoje, em média, cada país tem apenas 263 MHz separados para telefonia móvel, revela relatório da GSM Association (GSMA). O Brasil lidera a região nesse quesito, com 574 MHz. O último lugar está com a República Dominicana: apenas 170 MHz.

Para alcançar a meta proposta pela UIT, a GSMA propõe que seja feito um verdadeiro garimpo de frequências na região. A maior parte do espectro está ocupado por aplicações diversas, como comunicação de ferrovias, radares de aeroportos, Forças Armadas, satélites etc. Mas analisando-se bem, é possível encontrar pequenas brechas em diversas faixas, desde as mais baixas, como 600 MHz, até as mais altas, como 5 GHz. Na opinião de Amadeu Castro, diretor da GSMA no Brasil, o smartphone vai se adaptar a essa malha de espectros, selecionando entre os que estiverem disponíveis aquele mais adequado para a sua localização.

O Brasil ganhará em breve mais 90 MHz advindos da faixa de 700 MHz, que será desocupada pelas radiodifusoras. É o chamado "dividendo digital". Mais à frente existe a expectativa de se discutir um segundo dividendo digital, na faixa de 600 MHz, diz Castro.

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