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‘Nos deixem competir’, pede CEO global da Telefónica em Davos

José María Álvarez-Pallete, CEO global da Telefônica, no Fórum Econômico de Davos - Foto: Divulgação

“A única coisa que pedimos é que nos desregulamentem e nos deixem competir”, afirmou nesta terça-feira, 16, o chairman e CEO global da Telefónica, José María Álvarez-Pallete, em discurso no Fórum Econômico de Davos, na Suíça. A fala ocorreu em painel que discutia questões regulatórias da economia digital na Europa

O executivo – que também preside a GSMA, entidade global das operadoras móveis – abordou a necessidade de um redenho nas políticas de competição em vigor atualmente. Ele afirmou que os órgãos regulatórios estão regulando as empresas com “regras analógicas do século passado”, mas que, hoje, a competição ocorria em “uma nova economia digital e em condições desiguais”.

“Em uma época em que o ciclo de inovações está em processo de aceleração, com a convergência entre inteligência artificial, computação quântica, a próxima geração de redes e blockchain, que criará uma explosão de inovação ainda mais intensa do que há 20 anos atrás, nós criamos algo muito valioso, mas não estamos tirando vantagem disso”, argumentou o profissional. 

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Europa

Ainda, Álvarez-Pallete insistiu que a UE precisa promover um ambiente mais favorável às companhias da região. Para ele, as companhias de nações europeias estão um passo atrás na disputa com as de países como China e Estados Unidos.

“Nos últimos 30 anos, nós criamos algo único, que é um mercado com 445 milhões de pessoas, 23 milhões de empresas e representamos 15% do PIB global. Mas, ao invés de tirar vantagem disso, nós estamos ficando para trás. E isso porque somos mais lentos em inovação, com [investimentos de] 2,3% em pesquisa e desenvolvimento, bem longe da meta de 3%”, afirmou. 

O presidente da Telefónica destacou que “das 50 maiores empresas de tecnologia da informação e comunicação (TICs) do mundo por capitalização de mercado, apenas cinco são europeias”, e elas representam menos de 5% do valor total. Vale lembrar que o grupo espanhol de telecomunicações é dono da operadora brasileira Vivo.

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