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Furukawa teme prática de dumping com fibra no Brasil

Embora tenha percebido aumento no desempenho das operações brasileiras neste ano, a Furukawa está preocupada com o que afirma ser uma sobreoferta de fibra no mercado. De acordo com o presidente da unidade da América Latina e vice-presidente corporativo sênior do grupo Furukawa Electric, Foad Shaikhzadeh, as empresas chinesas estariam recorrendo à prática de “dumping” em outros países, inclusive no Brasil. E por isso, a área de cabos teria crescido menos neste ano – a empresa registrou um aumento de 5%.

“Cabo não cresceu pelas limitações dos produtos chineses. Eles vieram com preço de dumping, e estão claramente vendendo 40% abaixo do custo de produção”, acusa. Segundo Shaikhzadeh, o governo chinês teria demandado uma produção maior de fibra em preparação para a chegada do 5G, mas a adoção da tecnologia ainda não teria sido no ritmo esperado. “Como o governo chinês tem capacidade sobrando, estão mandando para frente.”

Na visão do executivo, o 5G “consumiu mais oportunidades de vendas do que gerou” para a Furukawa, e isso por conta desse impacto da China. A avaliação dele é que as empresas dedicaram 60% da produção de fibra para a infraestrutura da tecnologia de quinta geração. “E isso não aconteceu lá com a velocidade prevista”, declara. “Por isso a China começou a exportar e desestabilizar a fibra no mundo inteiro.”

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Segundo cita Shaikhzadeh, há um processo antidumping contra o país asiático em andamento na Europa, mas que ainda não impediu o comércio na região. Essa investigação está sendo conduzida pela Comissão Europeia, e foi iniciada no dia 24 de setembro após reclamações de fabricantes europeus, que incluem empresas como Prysmian Group, além da norte-americana Corning. Essa fibra estaria sendo vendida ainda para a América Latina e também para sudeste asiático.

No final do ano passado, Shaikhzadeh também acusou a China, mas por conta de alta demanda. Segundo o executivo, o consumo do mercado chinês poderia acabar resultado em uma escassez de fibra em 2020, “se não tiver nenhuma crise econômica mundial”. Naturalmente, a declaração foi feita antes da pandemia do coronavírus.

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