Furukawa inaugura nova fábrica em Curitiba para atender demanda em FTTH

Para atender a demanda de grandes operadoras em FTTH e novos arranjos do mercado, como redes neutras, a unidade de cabos óticos da Furukawa está inaugurando nesta terça-feira, 15, uma nova sede própria em Curitiba, praticamente ao lado da matriz Furukawa Electric LatAm. Assim, a subsidiária amplia o espaço físico para permitir automação, modernização e abrigar nova área de produção de equipamentos óticos ativos.

Os investimentos na planta foram de R$ 24 milhões, o que inclui a parte fabril, construção civil, equipamentos e atualizações necessárias para a produção de caixas de emendas, acessórios e máquinas específicas para cabos óticos de alta densidade. Considerando o ano inteiro, o Capex do grupo para a América Latina foi de R$ 65 milhões, mas a previsão é que esse valor cresça para R$ 71 milhões em 2021. 

"O motivo de abrir uma fábrica nova é pelo crescimento grande das soluções de acesso e conectividade ótica", comentou o presidente da Furukawa Electric LatAm, Foad Shaikhzadeh, em coletiva de imprensa virtual. Esse aumento foi de 62% na área de conectividade, e de 5% em cabos. 

O impacto da pandemia existiu, especialmente na falta de insumos como cobre e plástico, mas também com problemas logísticos. Ainda assim, a previsão para o ano fiscal que se encerrará em março (a empresa já tem uma carteira de 70% dos pedidos) é de aumento de receita de 14% considerando o real brasileiro. Porém, a desvalorização do câmbio significa que houve uma retração também de 12% da companhia no País do ponto de vista do acionista. No final de 2019, a expectativa era de crescimento de 10% na América Latina.

Do total das vendas da Furukawa, 25% são para o exterior. Considerando a produção nacional, entre 27% e 28% são para mercado de redes locais e data centers, enquanto nos 45% ficam as grandes operadoras. As prestadoras de pequeno porte têm 14,4% do total, e as utilities ficam com 5%. 

Demandas

No entendimento do executivo, o 5G atualmente "é mais marketing do que produto em implantação", e por isso não gerou ainda um impacto significativo nas vendas. O que levou ao crescimento da demanda foram as conexões de fibra até a residência, tanto pelo lado das grandes operadoras como pelos provedores regionais (ISPs). "Nossa solução de pré-conectorizados foi muito bem aceita pela Telefônica [Vivo], Oi e por terceiros. Na TIM é pequeno, e na Claro e Net tem outra participação também. Mas todos os operadoras, de forma geral, demandaram", avalia, citando benefícios de entregar um produto mais "pronto".

Por sua vez, os ISPs acabaram tendo menor participação no volume de vendas devido à grande demanda das teles. Shaikhzadeh destaca um aumento do e-commerce durante o período de pandemia, e afirma que os pequenos provedores estão também começando a enxergar mais benefícios na solução pré-conectorizada. 

Em comum entre os dois tipos de grupo estão os ajustes gradativos na arquitetura de rede. Conforme pontua o gerente geral de planejamento de negócios corporativos, José Carlos Alcântara Junior, há uma preparação para as redes multiclientes e multisserviços. Ou seja, para o mercado de rede neutra. Isso tudo demanda maior volume de conectividade, de caixas de transição e acessos, o que a Furukawa atende com as soluções de cordões de cabos pré-conectorizados. 

Fábrica nova

Foad Shaikhzadeh diz que a operação inteira de expansão foi feita durante a pandemia. O centro de distribuição que operava atrás da fábrica principal em Curitiba já estava crescendo além da capacidade. Ao ter a oportunidade de adquirir um galpão industrial em frente à sede atual, a fabricante decidiu em junho pelo início do projeto. 

Desde agosto, essa nova unidade, que antes produzia sacolas e mochilas, tem sido adaptada e ficará pronta na próxima sexta-feira, 18, para receber a fabricação de componentes de fibra da Furukawa. A companhia dará férias coletivas para transferir funcionários e poder iniciar a operação do site novo no dia 4 de janeiro. Além dos 500 profissionais, serão admitidos mais 80. "Sinal de que a demanda pela Internet é forte", declara o executivo.

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