Viasat: disputa com Claro é apenas para satélite a ser lançado em 2023

Star Wars Foto: Pixabay

A operadora satelital Viasat esclareceu que os planos da companhia para o Brasil não foram alterados diante da disputa com a Claro pela posição orbital 70º Oeste. A empresa diz que o satélite com cobertura no País a ser lançado em 2021, da classe ViaSat-3, não será lançado para essa localização, mas sim na de 89º Oeste. Portanto, a estratégia da norte-americana continua ser a de complementar a oferta já lançada com a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC).

"O slot ao qual a gente aplicou uma requisição foi para um segundo satélite ViaSat-3, que deverá cobrir o Brasil em 2023", declarou o VP global de serviços comerciais da Viasat, Evan Dixon, em conversa online com a imprensa nesta terça-feira, 5. No caso deste segundo artefato, de mesmo nome (pois integram um sistema), também haverá cobertura nas Américas. 

Dixon argumenta que a Viasat já conta com um satélite na posição 70º Oeste, o ViaSat-2, e que a disputa pela utilização no Brasil ainda não está definida. "Não tem nenhuma decisão na UIT [União Internacional de Telecomunicações] nisso, e a Anatel não deu a posição orbital à Claro até o momento", afirma. 

O conflito com a Claro foi deliberado em reunião do conselho da Anatel no último dia 27 de agosto. Sob relatoria do conselheiro Vicente Aquino (que votou contra a Viasat), o processo teve pedido de vistas pelo conselheiro Moisés Moreira. A mesma posição e frequência já estariam destinadas à Claro, por meio da Star One (Embratel), para o satélite Star One D2, que ocupará a posição 70ºW e será lançado também até 2021. 

Para o executivo norte-americano, a celeuma não interfere nos planos da Viasat para o Brasil. "Absolutamente não impacta, já temos o SGDC-1 e o ViaSat-3 que lança no ano que vem. E estamos otimistas quanto ao ViaSat-3 de 2023", declara. 

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