Melhor aplicativo para a TV é a própria TV, diz Time Warner Cable, sobre TVs conectadas

As discussões da Cable 2011, principal evento de TV por assinatura do mundo que acontece esta semana em Chicago, têm como pano de fundo a pergunta: "A TV por assinatura vai sobreviver em um mundo em que os conteúdos são distribuídos digitalmente para multiplataformas?". Sem nenhum representante no evento, a ameaça mais citada em todos os paineis é a NetFlix, plataforma de distribuição de homevideo que ganhou notoriedade ao começar a distribuir, com grande sucesso, os DVDs em formato digital. É um exemplo do tipo de ameaça que a indústria de TV por assinatura terá que enfrentar. Mas há quem aposte que, por mais revolucionária que sejam essas novas aplicações, elas apenas farão com que os operadores se mexam para inovar e apresentar novas soluções, sem abandonar o modelo tradicional. "Analisamos muito o universo das aplicações que podem rodar na tela da TV, e chegamos à conclusão que a verdadeira killer aplication para as TVs conectadas é a própria TV", disse Michael Lajoie, CTO da Time Warner Cable. Ele disse que os aplicativos embarcados em TVs e consoles de videogame são muito interessantes e mostram oportunidades, mas a maior parte do tempo as pessoas ligarão a TV para assistir TV.
Para Chuck Pagano, CTO da ESPN, é preciso estar atento a uma necessidade de criar ferramentas de interação e navegação sobre o conteúdo, porque é isso que as outras plataformas oferecem.
Para Allan Singer, vice-presidente sênior de programação da operadora de cabo Charter, a TV a cabo oferece hoje, aos programadores e canais, o melhor modelo de negócio possível. "Não existe modelo de negócio melhor para o programador do que o nosso", disse, sendo apoiado por Mike Hopkins, presidente de distribuição e marketing da programadora Fox Networks.
A resposta da indústria de cabo às pressões das novas plataformas digitais é o modelo TV Everywhere, de conteúdo autenticado, em que o cliente de uma plataforma tradicional pode consumir o mesmo conteúdo em outras telas (celular, tablets, PCs). A indústria de cabo só ainda não conseguiu definir um modelo de custos viável para esse modelo de distribuição digital, já que as operadoras querem oferecer a facilidade gratuitamente aos assinantes, mas as programadoras temem que, ao fazer isso, elas percam a oportunidade de ter uma receita adicional com a venda online.

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