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Telebras amplia prejuízo em 106% mesmo com subvenções do governo

Apresentados na noite desta sexta-feira, 14, os resultados operacionais da Telebras no primeiro trimestre indicaram uma alta de 106,9% no prejuízo durante o intervalo (para R$ 57,632 milhões). O resultado ocorreu mesmo com R$ 34,675 milhões em subvenções do governo federal, que tornou a estatal dependente.

Operacionalmente, as receitas líquidas da companhia subiram 6,6%, para R$ 67,688 milhões. A melhora foi causada pelo aumento de acessos do Gesac, contratados pelo governo federal: os circuitos no programa cresceram 13,7%, para 12,8 mil. No total, a Telebras fechou março com 16 mil circuitos geradores de receitas.

Ao mesmo tempo, os custos e despesas da estatal avançaram 16,3%, para R$ 82,9 milhões. Entre eles, o de seguros, garantias e e locação de equipamentos relacionados à operação terrestre do SGDC, que cresceram 99%. Já os custos com pessoal avançaram 11,9%.

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As depreciações e amortizações também causaram forte impacto: R$ 62,284 milhões durante o trimestre, em crescimento anual de 30,4%. A maior parte do volume é vinculada à conclusão da parte terrestre do SGDC, com a transferência de bens e instalações “em andamento” para o status “em serviço”. Um resultado financeiro negativo de R$ 11,035 milhões foi outro fator de pressão.

Prejuízo

Dessa forma, nem as subvenções orçamentárias de R$ 34,675 milhões oriundas do governo federal impediram o prejuízo de R$ 57,632 milhões. “A partir de 1º de janeiro de 2020, a Telebras passou a ser classificada como uma empresa estatal dependente, e, dessa forma, passou a receber recursos orçamentários para o pagamento dos gastos com pessoal e outros custeios”, contextualizou a estatal.

Efetivamente, apenas R$ 2,1 milhões dos valores foram destinados a gastos com pessoal, enquanto os demais R$ 32,5 milhões ficaram discriminados como “outros custeios”.

O Ebitda da Telebras no período também teve deterioração em um ano: de 44,8%, para R$ 15,687 milhões. Ao longo do ano, a estatal ainda projeta inadimplência de clientes governamentais e privados, além de ter mantido o teletrabalho para o restante de 2021 nas funções onde o regime é possível.

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