Nos EUA, quase 5% dos domicílios abandonaram a TV

Há um grupo pequeno, mas crescente, de entusiastas de vídeo que abandonaram a sintonia de TV tradicional, que o instituo de pesquisas Nielsen apelidou de grupo "Zero-TV". Essas famílias não estão apenas cancelando o serviço de TV por assinatura, elas estão abandonando o uso da TV para o consumo de vídeo em qualquer plataforma de transmissão, incluindo TV aberta, televisão por assinatura e over-the-top.

As famílias "Zero-TV" representam menos de 5% das famílias norte-americanas, de acordo com a Nielsen no relatório Fourth-Quarter 2012 Cross-Platform. Mais de 5 milhões de lares "zero-TV" foram mapeados em 2013, ante pouco mais de 2 milhões em 2007. Estas famílias não se encaixam na definição tradicional da Nielsen de uma casa com TV, mas elas ainda consomem conteúdos de vídeo. A televisão, no entanto, não foi totalmente abandonada nestes lares, uma vez que 75% ainda têm pelo menos um aparelho de TV, usados para assistir DVDs, jogar ou navegar na Internet. Mas quando se trata de conteúdo de vídeo transmitido, uma quantidade crescente de famílias está usando outros dispositivos.

Cerca de 37% o fazem em um computador, 16% através da Internet, 8% em smartphones e 6% em tablets.

"A maioria das pessoas assiste TV em suas salas de estar usando o cabo tradicional ou opções de satélite", disse o instituto Nielsen. "Na verdade, mais de 95% dos americanos obtêm informações e entretenimento desta maneira. Mas quando nós exploramos o que os outros 5% estão fazendo, encontramos alguns comportamentos de consumo interessantes que queremos observar."

O americano médio gasta mais de 41 horas por semana – quase 5h30 diárias – consumindo conteúdo em todas as telas. Eles passam a maior parte do tempo (mais de 34 horas) na frente de uma TV, e os consumidores gastam três dessas horas de TV assistindo conteúdos em time-shifted. O comportamento varia de acordo com a etnia, no entanto: o afro-americano médio gasta perto de 55 horas consumindo vídeo; os hispânicos gastam pouco mais de 35 horas; e asiático-americanos gastam mais de 27 horas.

No relatório, a Nielsen também apontou que as casas "zero-TV" tendem a ser mais jovens, com quase metade dos moradores com idade inferior a 35 anos. Além disso, os lares "zero-TV" tendem a ser ocupados pelos telespectadores que vivem sós e não têm filhos (80,9%, contra 66,7% para a TV tradicional). Além disso, apenas 18% do grupo disseram considerar assinar serviços de TV.

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