Vivo defende reajuste de preços para base de celulares pré-pagos

Já efetuando reajuste para reposição da inflação em planos de clientes pós-pagos, controle e de fibra óptica, a Vivo entende que um aumento nos preços de serviços também precisa alcançar a base pré-paga da telefonia móvel.

Em call sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre realizada nesta quarta-feira, 11, o CEO da Vivo, Christian Gebara, defendeu que "há oportunidade para repricing" na modalidade pré-paga mesmo com os atuais índices de inflação e ainda que a receita do serviços esteja crescendo (4,7% no primeiro trimestre).

"Esse é o segmento no qual o mercado não seguiu a inflação até agora. Acreditamos que devemos aumentar os preços, que têm sido muito similares nos últimos anos", afirmou o executivo, acrescentando esperar que outros "competidores sigam a mesma tendência" (a TIM já declarou que ajustará o preço). A Vivo tem 34 milhões de clientes pré-pagos, ou 28% do mercado brasileiro na modalidade.

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Em serviços recorrentes, reajustes já estão ocorrendo de acordo com o vencimento contratual das ofertas, lembrou Gebara. No primeiro trimestre, a receita da Vivo teve alta recorde de crescimento trimestral em sete anos (4,6%, para R$ 11,3 bilhão), com fortes contribuições do pós-pago e da fibra óptica até a residência (FTTH).

Custos

No primeiro trimestre, os efeitos da inflação também refletiram nos custos totais da Vivo, que cresceram 7% (para RS 6,8 bilhões). Boa parte da alta esteve vinculada ao custo de venda de produtos e serviços, especialmente para clientes B2B, além de despesas com pessoal.

Segundo o CFO da Vivo, David Melcon, os custos devem continuar crescendo ao longo do ano, mas acompanhados da criação de valor para acionistas – visto, por exemplo, a incorporação de ativos móveis da Oi. "Mesmo que seja um custo relevante, estamos gerenciando e mantendo abaixo da inflação", afirmou o executivo, também projetando aceleração de investimentos em digitalização.

Nos primeiros meses de 2022, ainda houve alta de 66,6% nas despesas financeiras do grupo (para R$ 524 milhões). Neste caso, os efeitos da alta dos juros brasileiros nos últimos 12 meses, da aquisição de licenças 5G e de contratos reconhecidos como leasing em função do padrão IFRS 16 foram as causas. O resultado financeiro refletiu diretamente em queda de 20,4% do lucro líquido, para R$ 750 milhões.

Tais efeitos, contudo, não estão afetando negativamente o caixa da operadora, apontou Melchon. No primeiro trimestre, o fluxo de caixa livre da empresa cresceu 12,6%, para R$ 2,477 bilhões.

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