ISPs devem pleitear ao menos dois blocos do 26 GHz no leilão 5G , diz consultoria

Foto: Pixabay

Dos oito blocos previstos na licitação da faixa de 26 GHz no leilão do 5G, pelo menos dois deveriam ser reservados para prestadoras de pequeno porte (PPP) como forma de incrementar a capacidade das redes operadas pelas empresas regionais. A proposta foi apresentada pela sócia da Telconsultoria, Katia Pedroso, durante o primeiro dia do encontro nacional da Abrint, realizado nesta quarta-feira, 5.

"São oito blocos de 400 MHz, então estamos falando de 3,2 GHz. Como política pública, tendo em vista que as empresas competitivas levam a expansão da banda larga, tem que reservar um ou dois dos blocos para os PPPs, ou um grande de 800 MHz", argumentou a consultora, que participou de debate sobre infraestrutura entre o MCTIC e Abrint.

"A faixa é nacional e cabe muito provedor em nível municipal. Dá para reservar, não ir a leilão e permitir que eles façam a coordenação. Em um segundo momento até pode licitar [os blocos reservados], depois discutimos se vai ser oneroso ou não, mas guardem pelo menos dois blocos para ele continuar fazendo o trabalho para o 5G. Porque 5G não funciona sozinho, ele vai precisar do provedor para pulverizar".

"Queremos participar do 5G de alguma forma. As frequências mais altas são as mais apropriadas para os provedores. Já os dispositivos vão aparecer", afirmou o diretor da Abrint, Basílio Perez, que mesmo assim mostrou certo ceticismo com algumas promessas feitas em torno da tecnologia. Segundo o dirigente, muito do que se fala do 5G é "folclore".

Segundo nota o parecer sobre o desenho do leilão 5G publicado por este noticiário no mês passado, a faixa de 26 GHz já tem processo avançado de uniformização internacional e está atualmente subutilizada no País. Já a superintendência de outorgas da Anatel manifestou durante o Painel Telebrasil a "preocupação de ter lotes para serem migrados para blocos regionais" ou modelos para um segundo interessado em caso de blocos não arrematados.

450 MHz

Após decisão da Anatel de retomar a faixa de 450 MHz, o uso da frequência também seria de interesse para os provedores regionais, observa Kátia Pedroso. "Podemos colocar projetos de interesse público na mesa", sugeriu a sócia da Telconsultoria, citando serviços de Internet das Coisas em monitoramento, transportes e segurança como exemplos de prestação que "justificassem o uso primário" por provedores regionais. "Agora vai poder pedir o uso secundário, mas na teoria tem um risco. Então um projeto público bem elaborado poderia dar o 450 MHz em caráter primário para quem quer fazer e entregar projetos públicos. As grandes ficaram com a frequência desde 2012 e não fizeram. Como 450 MHz tem muita pouca utilização, mesmo com muita gente interessada, elas não interessadas no mesmo lugar", assinalou.

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