Publicidade em tela ociosa do celular é sucesso na Vivo em Minas Gerais

Uma solução de mobile advertising que exibe propagandas na tela do celular quando este encontra-se ocioso completou seis meses com sucesso na Vivo em Minas Gerais. A tecnologia foi desenvolvida pela israelense Celltick e a busca por anunciantes é coordenada pela brasileira Aorta. A solução foi vendida para a Telemig Celular, antes de sua incorporação pela Vivo, e entrou em operação em dezembro do ano passado. Desde então, todos os simcards vendidos pela operadora em Minas Gerais vêm com o serviço ativado, cujo nome comercial é "Se liga". Hoje, há cerca de 200 mil assinantes da Vivo em Minas Gerais recebendo as propagandas quando as telinhas de seus aparelhos estão ociosas. O usuário pode a qualquer momento desativar o serviço, através do menu do simcard, mas o índice de rejeição até agora é baixo: apenas 3% dos assinantes desligaram o serviço. O próximo passo deve ser um teste na Vivo em São Paulo. Se obtiver sucesso lá, a solução pode ser expandida para os demais estados onde a operadora atua.
O "Se liga" não transmite apenas propagandas para a tela dos celulares, mas também notícias fornecidas por vários provedores de conteúdo. "Apenas 10% do conteúdo enviado é publicitário", explica o diretor de desenvolvimento de novos negócios da Aorta, Gustavo Ziller. A receita publicitária é dividida entre a operadora, a Aorta e os provedores de conteúdo. Unimed e Fiat foram dois dos primeiros anunciantes a utilizar essa solução, nessa primeira fase de operação. Em breve, uma faculdade e uma rede de farmácias também irão aderir, informa Ziller. Por enquanto, o modelo adotado para a venda do espaço publicitário é através de cotas e o retorno é medido por page views. Mas a idéia é passar a medir e a cobrar por cliques dos usuários, conta o executivo.

Aorta

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Ziller não gosta de classificar sua empresa como uma mera agência de mobile marketing. "Fornecemos ferramentas de comunicação em novas mídias", descreve. Além da atuação no "Se liga", a empresa é a responsável pelo gerenciamento da programação artística das estações de rádio Oi FM. Além disso, ajuda marcas e veículos de mídia a entrar no mundo celular: criou, por exemplo, uma versão móvel para a revista Trip. A receita da Aorta em 2007 foi de R$ 2,3 milhões e a expectativa é alcançar R$ 5,3 milhões este ano.

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