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Velocidade é o atributo mais palatável do 5G agora, diz CMO da Claro

A Claro entende que lançamento do 5G para o consumidor final não está acontecendo apenas agora, com a liberação da faixa de 3,5 GHz nas capitais – nesta quinta-feira, 4, foi a vez de São Paulo. A ativação da rede no padrão standalone traz, de fato, as capacidades de latência e conexão massiva da tecnologia, mas os mais de 2 milhões de smartphones na base da operadora desde 2020 conseguem utilizar a quinta geração e já experimentar as novas velocidades prometidas, que é o atributo “mais palatável” de início. E a estratégia é acelerar demanda para avançar em todo o ecossistema.

“Hoje o que está pronto para entregar com esse 5G+ é mais velocidade. A menor latência vai existir com toda a arquitetura de rede, com core, aplicações e edge cloud, fazendo uso de topologia que é diferente do que temos hoje. Portanto, é um trabalho que começa agora e não sabemos quando termina”, destacou o CMO da Claro, Márcio Carvalho, em conversa com TELETIME.

Carvalho explica que a estratégia da empresa tem base ainda em 2017, quando a operadora adotou novas tecnologias de agregação de portadora, antenas de múltiplas entradas e saídas (MIMO) e modulação para o LTE-Advanced Pro, então chamado pela empresa de 4,5G. E isso foi consolidado com o compartilhamento dinâmico de espectro (DSS), ja na quinta geração há dois anos. 

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“O fato de estar com o DSS em 2020 nos fez chegar neste momento com mais de 2 milhões de aparelhos compatíveis com 5G já na largada“, destaca. Ou seja, estes celulares estão aptos a utilizar a faixa de 3,5 GHz ou de 2,4 GHz, mesmo que não seja no modo standalone. Mas é algo em evolução: atualmente, cerca de 70% dos aparelhos da empresa já são compatíveis com o padrão.  “Para a gente acelerar mais o 5G, precisamos que as pessoas façam adesão. Quanto mais comprarem smartphones 5G no Dia dos Pais, na Blackfriday ou no Natal – datas tipicamente de ciclo de troca de aparelho -, mais a gente vai estar preparado para colocar mais 5G na rede, porque para a operadora faz muito mais sentido: é mais eficiente colocar capacidade no 5G.”

Ou seja, o fluxo de aparelhos adotados pelos usuários caminha para uma plena compatibilidade com o 5G. Logicamente que, do ponto de vista do consumidor, pouco ou nada mudará entre a experiência real de uso no 5G, seja standalone ou não. Até o momento, não há aplicações que utilize as características de velocidade, latência e quantidade massiva de conexões da nova rede, a não ser os testes. Por outro lado, também não significa que o Brasil está com uma jabuticaba, mas apenas uma preparação para a tecnologia standalone massificada, uma vez que ainda está engatinhando em outros países. 

Cobertura

Em um evento interno para o lançamento do 5G SA (batizado comercialmente de 5G+) em São Paulo nesta quinta-feira, 4, a companhia demonstrou experiências também com agregação de portadoras – 20 MHz na faixa de 2,1 GHz e 40 MHz em 2,4 GHz -, chegando a testes de velocidade entre 1,5 Gbps a 2 Gbps no smartphone da Motorola compatível com a tecnologia. Mas mesmo em aparelhos compatíveis com não standalone, a velocidade variava entre 700 Mbps e 900 Mbps. 

Localizada na Zona Sul da capital, a sede da Claro não está tão longe de emissoras como a Rede Globo, mas a empresa está em uma distância segura para não causar interferências. Na cidade, a cobertura da operadora em 3,5 GHz foi lançada em 52 bairros, mas a ideia é expandir. Márcio Carvalho diz que o número de sites “está indo muito além do que está previsto como mínimo obrigatório do leilão”. 

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