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Prysmian conta com projetos de FTTH e 4G para crescimento de receita em 2018
quinta-feira, 26 de abril de 2018 , 16h57

Após crescimento de 8% nas receitas com telecomunicações em 2017, a fabricante de cabos óticos Prysmian espera obter um avanço ainda maior neste ano, desde que fatores externos como o câmbio não atrapalhem. A companhia aproveitará a demanda não apenas das grandes operadoras com seus projetos de fibra até a residência (FTTH) e 4G, mas também a mercado de provedores regionais (ISPs). "Certamente as operadoras estão com gás para investir, já estamos vendo isso no início do ano", declarou o CEO do grupo italiano na América do Sul, Marcello Del Brenna, em evento para a imprensa nesta quinta-feira, 26, em São Paulo. "Mas não podemos esquecer um setor de mercado muito desenvolvido no Brasil que são os ISPs", adiciona.

Com isso, a expectativa da empresa é grande para 2018. "Estamos presentes em todos os setores (de telecomunicações), tanto nos cabos tradicionais de cobre quanto nos óticos, e o crescimento será superior (aos 8% de 2017) provavelmente, se continuar a segurar desse jeito", prevê Del Brenna.  Apesar do otimismo, o executivo diz que há a possibilidade de o câmbio influenciar esse mercado neste ano, assim como aconteceu em 2015. "Não acreditamos que seja um grande risco neste ano, mas como os investimentos do setor de telecom são muito ligados ao dólar, não só os cabos, como os equipamentos, é o único risco."

De acordo com o diretor comercial de soluções de telecom do Grupo Prysmian para a América do Sul, Reinaldo Jeronymo, os ISPs representam cerca de 33% da receita de cabos óticos para a companhia, sendo que 50% são para as grandes operadoras e o restante para carriers. Ele não acredita que os projetos em FTTH e 4G mudem essa proporção, até pela também crescente demanda dos pequenos provedores. "Acho que em 2018 e 2019 não muda, será de 33% a 35%. Em todo evento de provedores, a gente vai e vende cabos", explica.

As grandes operadoras também têm grande demanda. Jeronymo conta que a Telefônica já está mais adiantada em termos de implantação FTTH, mas que todas as outras utilizam fibra para backbone, backhaul ou FTTc (fibra até o gabinete). "A própria Net usa DOCSIS e está indo cada vez mais próximo, ela aumenta mais a parte de fibra e põe menos cabo coaxial na ponta."

Outra questão é que o mercado mundial está sofrendo com a falta do componente de vidro da fibra para a pré-forma. "No nosso caso, aqui no Brasil, não (temos problema) porque tem fábrica de fibra que suporta a gente", explica. Mesmo assim, a produção da Prysmian está já comprometida pelos próximos dois meses. "Eu não consigo entregar cabo antes de junho, porque ele (o fornecedor) não me manda fibra, Não consigo produzir além. Isso vai continuar, a gente acha na Prysmian que até julho de 2019", afirma. Internacionalmente, a falta do produto acaba por reter a expansão das redes e do mercado de cabos óticos.  "No mundo é um freio, não se consegue produzir mais cabo e vender porque não se tem fibra", explica.

Nova sede

Em 2017, o Grupo Prysmian totalizou R$ 1,204 bilhão em receita líquida em 2017, uma redução de 6,88% no comparativo com perímetro ajustado graças à queda de 50% das vendas para a indústria de oil & gas. O setor de telecom representa cerca de 40% desse total, o que equivale a R$ 481,6 milhões. O resultado operacional subiu 63,07% e encerrou o ano em R$ 39,3 milhões, enquanto a liquidez mais do que dobrou (131,62%), ficando em R$ 161,9 milhões. A expectativa da companhia com o cenário macroeconômico é otimista também. "Acreditamos que podemos crescer de 5% a 10% no curso deste ano, (mesmo com) cenário político turbulento", afirma o CEO, Marcello Del Brenna.

Por conta disso a empresa está construindo um novo "centro de excelência", que vai reunir a sede, a linha de produção e a área de pesquisa e desenvolvimento. Dessa forma, a nova unidade sairá de Santo André (SP) para Sorocaba (SP) no quarto trimestre deste ano. Enquanto isso, as máquinas serão transferidas entre as plantas, o que vai parar a operação no município da região do Grande ABC na primeira metade de 2019. O setor de P&D e a fabricação de fibra ótica já são em Sorocaba. O projeto inteiro tem valor estimado em R$ 150 milhões.

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