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Estratégia
Claro Brasil terá programa de corte de custos a partir de 2018
quarta-feira, 25 de outubro de 2017 , 15h37

Apesar das quedas nas receitas, a América Móvil está otimista para o futuro da Claro Brasil (Claro, Embratel e Net) em 2018. De acordo com o CEO do grupo mexicano, Daniel Hajj, a expectativa é de que o cenário econômico melhore ou estabilize, permitindo a redução de desconexões. Por outro lado, a companhia planeja executar um plano de custos para o triênio 2018-2020, o que levaria a uma melhora nas margens.

"Estamos fazendo um programa de corte de custos. Não é algo que vamos fazer este ano, será nos próximos três anos, e achamos que terá impacto", declarou ele nesta quarta-feira, 25, em teleconferência dos resultados financeiros para analistas. "Estamos bem empolgados com o que podemos fazer no ano que vem com o programa de corte de custos. Vamos começar a ser mais agressivos em pré-pago, e achamos que podemos ter um 2018 melhor do que este ano. É um passo por vez, mas estamos melhor no Brasil."

Segundo ele, a estratégia para o negócio fixo passa pelo aumento da eficiência operacional, mas ele também espera que a melhora na economia ajude a reduzir o churn. "O que estamos vendo de desconexões (no DTH) é, na maior parte, no low end", destaca. Segundo ele, entretanto, há crescimento no revenue share de TV paga, especialmente considerando o acesso por cabo da Net. "Estamos aumentando a ARPU ao avançar com a lucratividade no segmento." Ele explica ainda que há melhoria no mix dos serviços móveis. "Em receitas fixas, estamos crescendo, e em pós-pago, estamos indo muito bem", alega.

A companhia enxerga que o próximo ano terá bons resultados para a banda larga, a TV a cabo e "alguns segmentos" da TV por satélite. "Vejo o DTH como o pós-pago. Você precisa ir ao consumidor, mas para ser lucrativo desde o começo – se for dar tudo de graça, ele nunca vai te pagar", analisa Daniel Hajj. Além disso, acredita que, com a eventual melhora da economia, há espaço para a TV paga aproveitar a atual baixa penetração. "Se a economia do Brasil recuperar, muita gente vai estar interessada no produto."

Da mesma forma, Hajj acredita que o terceiro trimestre na banda larga "foi bom e está começando a ganhar tração". E acredita que o serviço poderá aproveitar mais a demanda reprimida a partir de 2018, assim como no DTH. "Acho que no próximo ano vamos ter também (uma melhora), a penetração da banda larga no Brasil ainda é baixa e tem como aumentar. Achamos que tem boa oportunidade no final do ano e no ano que vem", afirma.

Quando comparado com o desempenho da Telefônica Brasil, o executivo da AMX destacou que a estrutura de custos da Claro Brasil é "bem diferente" do que tem a Vivo (a concorrente registrou crescimento em receitas e margens), até por ter uma base diferente de banda larga e TV paga.

Internacional

A América Móvil espera que a regulação seja alterada no México, permitindo a volta da cobrança por interconexão. Recente análise da Suprema Corte mexicana afirmou que a medida do Instituto Federal de Telecomunicações (IFT, ou Ifetel) era inconstitucional, e uma decisão é esperada para a próxima semana. "Pessoalmente, não acho que possa ter de forma alguma uma taxa zero para a interconexão de novo", declara Daniel Hajj. O executivo reclamou ainda da pressão por preços na concorrência doméstica e espera que a situação mude no final do ano.

De qualquer forma, o mercado mexicano deverá ter algum impacto na receita por conta dos terremotos na região. A América Móvil diz não ter tido a infraestrutura afetada, mas conta que ofereceu uma semana sem cobranças para os usuários.

Em Porto Rico, onde o furacão Maria causou maior destruição, o problema é o fornecimento de energia, que ainda está afetado: Hajj diz que na ilha há apenas entre 15% a 25% de capacidade elétrica."Ainda não estamos com toda a nossa rede funcionando", declara. Diferente do México, na região a América Móvil distribuiu créditos para toda a base móvel, mas ainda há problemas de infraestrutura. "Ainda não sabemos, (o estrago em) Porto Seguro foi grande."

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