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Cabos submarinos
Angola Cables garante US$ 100 mi para cabo Fortaleza-Luanda; lançamento fica para 2018
segunda-feira, 04 de Abril de 2016 , 17h59

A Angola Cables, empresa que reúne os cinco principais operadores de telecomunicações angolanos, assinou contrato com o  Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) para financiamento de cerca de US$ 100 milhões para a rota South Atlantic Cable System (SACS), que interligará a capital angolana de Luanda ao Brasil, em Fortaleza. Em comunicado nesta segunda-feira, 4, a companhia confirma o início previsto  das operações para 2018 – dois anos após a previsão inicial, feita em fevereiro de 2014, que era entre o final de 2015 e início de 2016. A empresa afirma que o aporte do BDA garante a construção do cabo.

Em julho do ano passado, a Angola Cables anunciou em Fortaleza a construção de data center na capital cearense, além da ramificação do SACS para os Estados Unidos e para São Paulo por meio de extensões submarinas. De acordo com o divulgado na época, só no Brasil, o valor de investimentos da companhia angolana será de aproximadamente R$ 72 milhões, sendo cerca de R$ 35 milhões alocados diretamente em Fortaleza. Contabilizando toda a infraestrutura e a operação, o projeto conta com um investimento total de aproximadamente US$ 300 milhões. Quando foi anunciado, em 2014, a previsão de investimento era de US$ 160 milhões.

O SACS deverá ter 6 mil km de extensão, capacidade de 40 Tbps e com largura de bandas de 100 Gbps x 100 Gbps em cada par de fibras. A fornecedora que construirá o sistema é a japonesa NEC. A ideia do cabo submarino também é tornar Angola um hub de cabos da África. Para o Brasil, a nova rota pode ser uma alternativa de interconexão com a Europa e a Ásia.

A Angola Cables tem ainda outro projeto de rota submarina no Brasil: o Monet, cabo que interligará as cidades de Santos, Fortaleza e Miami. Diferente do SACS, no Monet a empresa angolana é um dos investidores além do Google, da Antel (Uruguai) e da Algar Telecom (Brasil). Sua rota será de mais de 10 mil km e a capacidade de comunicação será de pelo menos 60 Tbps, em seis pares de fibra – sendo duas da Angola Cables. A construção desse cabo já começou e deve terminar até o final de 2016.

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