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Mercado de ações
Análises da BrT melhoram com definições da Anatel
quarta-feira, 21 de Janeiro de 2004 , 20h10 | POR REDAÇÃO

Apesar de antecipação de alguns resultados do quarto trimestre de 2003 relativamente fracos, vários bancos e corretoras estão avaliando positivamente as ações da Brasil Telecom, tanto da holding (BRTP), quando a operadora (BTTO). Os especialistas comparam a idéia de que o conflito societário (fundos de pensão e Telecom Itália versus Opportunity) acabará em bom termo no prazo de 18 meses fixado pela Anatel. ?A boa notícia é que o conflito tem um deadline definido?, resume o boletim do Unibanco.
Além disso, a Brasil Telecom, após ter reconhecido o cumprimento de metas da Anatel, está dando seqüência prática às novas atividades: nesta quarta-feira, por exemplo, anunciou o exercício da opção de compra de mais 80% da MetroRed e da Vant, por R$ 161 milhões, completando assim o controle total das empresas. Estas aquisições, no entendimento de alguns analistas, significa melhor infra-estrutura e, portanto, melhores possibilidades de ganhos.
Mas os mesmos analistas que comemoraram a possibilidade de desfecho das disputas societárias foram surpreendidos negativamente pela prévia dos resultados do quarto trimestre de 2003. O dado mais chamativo, para os analistas, foi a queda de tráfego em relação ao trimestre anterior, tanto na longa distância (-8,7%) quanto na telefonia local (-5,5%).
Nos resultados definitivos, que deverão ser apresentados entre os dias 11 e 18 de fevereiro, o lucro pode vir um pouco abaixo do que o mercado vinha esperando. Em lugar de algo entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, o lucro líquido tende a ficar na faixa de R$ 180 milhões a R$ 200 milhões.

Expansão

Todas as avaliações de papéis da Brasil Telecom a que TELETIME News teve acesso nesta semana são de compra. O BBVA Research, em nota assinada por Jeffrey Noble, manteve a classificação de outperform, com alvo de US$ 51 por ADR, ou quase 20% em dólares. Aponta como fatores positivos a entrada em telefonia móvel e longa distância e o que entende ser um progresso na questão societária. Para o Unibanco, o preço no final de 2004 poderá chegar a US$ 55,70 (29%).
A Fator Corretora deu preço alvo de R$ 33,33 para BRTP4, com upside de 38%, e a Espírito Santo Securities, estabeleceu, para BRTO, uma aposta em torno de R$ 25,29, com potencial de valorização de 43,7%. ?Independentemente do desfecho final do conflito?, acreditamos que as ações da empresa têm condições de recuperar o desconto atual criado pela fraca performance das ações em 2003 ?, diz o relatório do banco português.
De fato, o desempenho das ações da Brasil Telecom ainda está muito abaixo do mercado.
Nos últimos 365 dias, enquanto o Índice Bovespa registrou uma valorização de 103,75% e o Índice de Telecomunicações (Itel), de 78,75%, apenas um dos papéis da companhia (BRTO4) chegou a 65%. As ações preferenciais da holding (BRTP4) ficaram em meros 38%.
Este ano iniciou-se o que se pensa ser uma reação. Em janeiro, a Brasil Telecom tem obtido valorizações de 14,7% (BRTP4) a 18% (BRTO4) contra um Ibovespa de 6,48%.

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Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

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