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Investimentos
BNDES quer trabalhar mais próximo do Minicom e Anatel
sexta-feira, 30 de Maio de 2003 , 18h15 | POR RAQUEL RAMOS, DE FLORIANÓPOLIS

O diretor de telecomunicações do BNDES, Roberto Zurli Machado, afirmou nesta sexta, dia 30, que o banco pretende a partir deste ano ter uma atuação mais próxima do Ministério das Comunicações e da Anatel. Ele fez uma palestra durante o 46º Painel Telebrasil, em Florianópolis. Machado disse ainda ser necessária uma política para o setor que garanta investimentos por longo período. A observação foi feita em função da diminuição drástica de investimentos no setor observada a partir de 2002, depois que as empresas de telefonia fixa fizeram seus aportes na antecipação de metas de universalização.
O diretor do BNDES afirmou que o objetivo do banco ao investir em telecomunicações será, a partir de agora, contribuir para a universalização dos serviços de telecomunicações, atendendo a camada da população de baixa renda com ênfase na inclusão digital. Para isto, Machado apresentou algumas propostas do banco de investimentos para alcançar estes objetivos: 1) Estimular o mercado de capitais pelo incentivo à entrada de novas empresas e melhoria das práticas de governança corporativa ; 2) Apoio a aquisições de equipamentos com tecnologia nacional; 3) revisão do nível de participação do BNDES (limitada atualmente em 30%) tendo como contrapartida o aumento da nacionalização tecnológica; 4) Apoio a projetos sociais das operadoras oferecendo condições de financiamento mais favoráveis, como forma de complementar a universalização.

Pós-privatização

Machado explicou que logo após a privatização o nível de participação do banco no financiamento das empresas foi limitado a 30%, com exceção nos casos em que o investimento se dava em produção nacional de ponta. Machado apresentou ainda o saldo devedor dos investimentos do BNDES nas empresas de telecomunicações feitos após a privatização do setor:
1) operações de financiamento diretas: R$ 3 bilhões;
2) operações de financiamento indiretas: R$ 5,4 bilhões;
3) debêntures: R$ 0,6 bilhão;
4) participação acionária: R$ 2,1 bi

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