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Caso Opportunity
Juiz dá até dia 28 para Citi apresentar a conta do prejuízo causado por Dantas
terça-feira, 18 de março de 2008 , 23h12 | POR SAMUEL POSSEBON

A briga em Nova York entre o Citibank e Daniel Dantas vai esquentar muito, ou as duas partes vão chegar a um entendimento até o dia 28 de março. Esta é a data marcada nesta terça, 18, pelo juiz Lewis Kaplan, que conduz a ação movida pelo Citi contra o Opportunity, para que o banco norte-americano apresente, finalmente, as contas que comprovem ser de mais de US$ 300 milhões os danos supostamente causados por Dantas. O juiz quer que o Citi, em essência, diga de onde tirou esta estimativa e com base em que pede tal indenização.
Esse é o cerne da ação: o Citibank diz que foi lesado em mais de US$ 300 milhões pelo grupo de Daniel Dantas. Acusa o Opportunity de fraude, quebra de dever fiduciário, enriquecimento ilícito e mais uma série de acusações não menos pesadas. A ironia da história é que quem pediu para que Kaplan desse a ordem determinando a apresentação das provas foi o próprio Opportunity. No começo de março, Dantas alegou que mesmo com uma ação em curso desde o começo de 2005 baseada em dezenas de acusações, o Citibank nunca apresenta de onde tirou a estimativa de danos supostamente causado, sempre postergando os prazos. Agora, há um dia marcado para que as coisas se esclareçam.
A ação de Nova York é parte importante da negociação que pode ou não ser feita com Dantas para que o Opportunity deixe de atrapalhar, hoje e futuramente, a perspectiva de fusão entre Oi e Brasil Telecom. Segundo uma fonte que acompanha de perto o embate, é verdade que agora duas condições se colocam sobre a mesa: ou sai o acordo com Dantas, ou o Citibank vai em frente na sua batalha contra o Opportunity. Segundo a opinião da fonte, a segunda hipótese é a mais provável. E a ordem de Kaplan só precipita isso.

Sem acordo na Brasil Telecom

É impossível que os acionistas controladores da Brasil Telecom (Citibank e fundos de pensão) acertem, sozinhos, uma trégua com Daniel Dantas que envolva o fim dos pleitos que a operadora tem contra seu ex-gestor. Isso porque, a decisão de buscar na Justiça a recuperação dos prejuízos causados à Brasil Telecom pelo Opportunity foram tomadas em assembléia, e está explícito na deliberação da assembléia que só ela pode decidir voltar atrás. Ou seja, mesmo que Citi e fundos quisessem, não podem forçar a Brasil Telecom a retirar as representações feitas junto à CVM ou as ações na Justiça. São causas (algumas já transformadas em ações e outras ainda não) estimadas em R$ 600 milhões. Só a AGE da Brasil Telecom pode mandar a empresa desistir destas causas. E mesmo que uma AGE seja convocada, os controladores, que têm conflito de interesse, teriam que necessariamente se abster de votar, ficando a decisão com os minoritários.

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