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INTERNET DAS COISAS
Operadoras de telecom precisam se ajustar para tirar proveito do ambiente de IoT, diz McKinsey
terça-feira, 01 de agosto de 2017 , 20h12

Para a consultoria McKinsey, que tem atuado junto ao governo e ao BNDES na formulação do plano nacional de IoT, as operadoras de telecomunicações ainda têm chance de buscarem um melhor posicionamento para capturar as oportunidades de mercado que surgirão no ambiente da Internet das Coisas. Mas é preciso que haja uma decisão rápida or parte destas empresas. "Há um dilema entre as empresas de telecom. De um lado, defender o espaço no campo da conectividade, e de outro avançar sobre outras áreas que geram mais valor dentro da cadeia de IoT", diz Marina Cigarini, head da área de telecom, mídia e tecnologia. Segundo ela, há muitas empresas avançado para capturar as oportunidades do mercado de IoT, do qual a conectividade é estimada como algo entre apenas 5% a 10%, para um mercado global estimado em US$ 4 trilhões. A maior parte está no desenvolvimento de soluções e serviços de valor adicionado, e aí as empresas de telecom estão um pouco atrás. Cigarini vê espaço para que as operadoras de telecom atuem como integradoras, buscando alinhavar expertises necessárias por meio de parcerias. "A vantagem das operadoras é já ter o contato com o cliente, a experiÊncia de cobrar e atender", diz ela.

Um dos passos mais importantes das empresas de telecom, além de se estruturarem do ponto de vista organizacional para o ambiente de IoT, é iniciar imediatamente um trabalho de analytics no conjunto de dados e informações. O caminho mais óbvio é oferecer serviços no campo de casa conectada, energia, mobilidade (carros conectados), mas as operadoras não podem perder de vista o enorme potencial de receitas que a Internet das Coisas traz no campo industrial e da manufatura avançada.

A boa notícia, diz Marina Cigarini, é que a inovação, venha de onde vier, será conectada, e esse é o território das empresas de telecom. Outro papel das operadoras de telecom é ajudar a mostrar tanto para o mercado empresarial (B2B) quanto para o mercado de consumo (B2C) o potencial econômico e produtivo da Internet das Coisas. "Muitos setores ainda não se deram conta do que podem ter de benefícios", diz a analista.

Para ela, o setor de telecom como um todo já começou a acordar para o mercado de IoT, mas não é uma adaptação trivial, ainda mais no Brasil onde há outras questões que dominam a pauta, ainda legadas de um modelo ultrapassado.

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