TIM vê 5G como tecnologia disruptiva, mas que precisa agregar valor à sociedade

Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil

A TIM anunciou durante a palestra de seu CEO, Pietro Labriola, durante a Futurecom, ter chegado à marca de 3 mil cidades com cobertura NB-IoT e cobertura de 53% das áreas rurais brasileiras, num total de 5 milhões de hectares.

Mas o avança na cobertura 4G da empresa não significa menor entusiasmo com o 5G. Ao contrário: segundo Labriola, a expectativa da TIM é que a próxima geração seja disruptiva, "habilitadora de novas capacidades e habilidades", segundo o executiva. Mas para ele, é essencial que o 5G seja pensado para trazer riqueza e desenvolver o ecossistema digital brasileiro. Para o executivo, o 5G pode impulsionar o PIB em até 5% num prazo de 15 anos.

Ele destacou que hoje o setor já gera, além dos benefícios à sociedade, quase R$ 600 bilhões em impostos nos últimos 10 anos. Ainda assim, destaca o executivo, é um setor com uma taxa de retorno de 6,8%, desde 2013, menos do que  retorno financeiro da Selic. "Além disso, a tecnologia 5G chega com o 4G ainda em crescimento, o que é um desafio", diz o presidente da TIM. Mas a operadora entende que essa onda não pode ser perdida e é urgente. "A próxima onda é só daqui a 10 anos. A TIM está pronta", disse.

Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, enfatizou em um outro painel sobre a importância de que diferentes setores desenvolvam tecnologias baseadas em banda larga móvel, especialmente 5G, "incentivando a aplicação da tecnologia para resolver problemas reais".  Segundo o executivo, a experiência dos testes que a foram realizados em Santa Rita do Sapucaí (MG) foi mostrar que existem dificuldades que podem ser resolvidas com 5G, como a dificuldade de capacitação e a distribuição de mão de conhecimento especializado, como os de medicina, em regiões não assistidas.

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