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Para Cisco, mudança de posição do Brasil sobre faixa de 6 GHz é decepcionante

Imagem: Freepik

Para Giuseppe Marrara, diretor sênior de relações governamentais da Cisco para a América Latina, a decisão do Brasil de abrir a possibilidade de rever a destinação da faixa de 6 GHz no país é decepcionante.

Ele diz que o Brasil havia se tornado referência ao definir que o espectro de 6 GHz seria totalmente alocado para uso não licenciado, o que movimentou a indústria e fez com que investimentos fossem anunciados, como a decisão da própria Cisco em levar uma fábrica de equipamentos WiFi 6E para o País. Além disso, destaca o ritmo de homologações de equipamentos WiFi 6, que supera os 115 e tem acontecido em ritmo inclusive mais rápido do que equipamentos 5G.

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“A nota de rodapé definida pelo Brasil causa uma certa apreensão e uma insegurança em relação a esses investimentos, mas a decisão de rever a destinação do espectro não mudou. Hoje, a faixa de 5 GHz também já está completamente saturada para o WiFi, como mostra o tráfego aqui no evento de Barcelona, e manter apenas 500 MHz de espectro na faixa de 6 GHz será certamente insuficiente”, diz Marrara.

Para a empresa, se o saldo da WRC 2023, realizada em Dubai no ano passado e que definiu futuras destinações do espectro, foi positivo, a posição do Brasil e do México sobre 6 GHz são fator de preocupação.

MWC como laboratório

Como acontece em todos os anos, a Cisco faz a gestão do WiFi durante o Mobile World Congress, em Barcelona, quando dezenas de milhares de pessoas se conectam à rede.

É uma oportunidade para a empresa monitorar e comparar em um local de alta demanda a ocupação das diferentes faixas de frequência utilizadas pelo WiFi e os padrões de uso. Em 2024, por exemplo, a Cisco sequer monitorou a rede em 2,4 GHz, por considerar ela já imprestável para uso, tamanha a saturação.  E a faixa de 5 GHz tem vários pontos de saturação e interferência de canais.

Por outro lado, a Cisco viu uma adoção relevante do OpenRoaming, o que até o ano passado era uma promessa. O Open Roaming é o recurso que permite que clientes de operadoras ou fabricantes já autenticados sejam automaticamente conectados à rede WiFi.

Durante o MWC 2024, a Cisco ainda pôde medir níveis de performance robustos na faixa de 6 GHz, já utilizada por alguns equipamentos, permitindo conexões WiFi de mais de 1 Gbps em alguns casos.

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