Setor de cabos de cobre fecha segundo ano consecutivo em queda

A balança comercial da indústria de produtos de cobre continua no vermelho e fechou 2010 com o saldo negativo de US$ 374,8 milhões, percentual 134,8% maior que em 2009, quando o déficit era de US$ 159,6 milhões. Os números são de levantamento exclusivo realizado pelo Sindicato dos Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel). O setor não vê índices positivos há mais de dois anos. A balança comercial está em déficit desde outubro de 2008.
O estudo mostra, ainda, que o aumento das importações é o responsável por puxar os índices para baixo. O crescimento das redes ópticas e dos serviços de terceira geração também pode ter influenciado negativamente o setor de cabos metálicos.
Em 2009, a indústria havia importado US$ 606,4 milhões. Em 2010, o valor ultrapassou os US$ 944 milhões. Volume 55,7% maior. Já as exportações bateram no ano passado os US$ 569,8 milhões, crescimento de 27,5%, se comparado a 2009, quando havia atingido US$ 446,8 milhões. "As importações tem tendência de crescimento ainda maior em 2011, principalmente para condutores em alumínio e fios esmaltados. Já as exportações continuam a ser prejudicadas pelo dólar desvalorizado", afirma Sérgio Aredes, presidente do Sindicel. "O volume deve ficar abaixo de 2010", completa.

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Entre os parceiros comerciais, a Argentina é o país que mais comprou fios e cabos do Brasil em 2010, correspondendo a 43% de todo o volume das exportações brasileiras, seguida pelo Chile, com 6,4%. No que tange às importações, China e Estados Unidos foram os principais fornecedores em 2010. Os dois países juntos são responsáveis por quase metade das importações brasileiras, com respectivamente. 30,2% e 15%.

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