Norte-americanos são "mal-educados móveis", segundo estudo

Digitar ou enviar mensagens de texto enquanto dirige. Enviar e-mails enquanto caminha. Usar dispositivos móveis durante a lua de mel. Essas, entre outras, são as principais reclamações citadas pelos adultos norte-americanos em uma recente pesquisa patrocinada pela Intel afim de descobrir a atual situação da "etiqueta móvel" nos Estados Unidos.
Nove entre cada dez americanos adultos alegam ter visto pessoas utilizando indevidamente a tecnologia móvel e 75% deles acreditam que a educação no uso de dispositivos móveis está pior do que há um ano.
À medida que o número de dispositivos móveis conectados à Internet cresce, o mesmo acontece com a consciência sobre como as pessoas usam estes dispositivos perto de outras pessoas. O relatório de 2011 da Pew Internet & American Life Project alega que 85% dos adultos nos EUA possuem um telefone celular, 52% deles possuem notebooks, 4% já dispõem de tablets e apenas 9% não possuem nenhum dos tipos de dispositivos estudados na pesquisa. "Na Intel, tentamos começar pelas pessoas – fazemos perguntas sobre quem elas são e como elas se comportam. Também fazemos perguntas sobre tecnologia, o que elas amam, em quais momentos elas se frustram, o que odeiam sobre a tecnologia, entre outras coisas", explica Genevieve Bell, Intel Fellow e chefe de pesquisa em interação e experiência da Intel Labs. "A tecnologia móvel ainda é relativamente nova. Smartphones, tablets e outros dispositivos móveis na realidade ainda estão em sua infância, então não é nenhuma surpresa que as pessoas ainda tenham dificuldades em encontrar a melhor forma de integrar esses dispositivos em suas vidas", acrescentou.

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Segundo Bell, as novas tecnologias digitais estão se tornando fundamentais para a vida dos consumidores, mas ainda não há um conceito claro sobre quais os tipos apropriados de comportamento e expectativas. "Nossos comportamentos apropriados com a tecnologia digital ainda são embrionários e por isso é muito importante para a Intel que toda a indústria continue dialogando sobre a maneira como as pessoas usam a tecnologia e os nossos relacionamentos pessoais com a tecnologia à medida que elas continuam ajudando a definir normas sociais e culturais".
Principais descobertas da pesquisa
Ao mesmo tempo em que a conectividade móvel ajudou as pessoas a serem mais produtivas, as maneiras com que elas usam a tecnologia na presença de outros pode gerar frustração. A maioria dos adultos pesquisados nos EUA (92%) concorda que as pessoas deveriam ter mais educação na utilização de seus dispositivos móveis em áreas públicas. Praticamente um entre cada cinco adultos (19%) admite o mau comportamento móvel, mas continua se comportando da mesma maneira porque todo mundo se comporta igual.
O desejo de estar mais próximo de família, amigos e companheiros de trabalho, combinado com os dispositivos "sempre conectados" contribui para uma necessidade inata de ter dispositivos móveis disponíveis o dia todo, todos os dias, a todo o momento. De fato, um entre cada cinco adultos admite checar seu dispositivo móvel antes mesmo de sair da cama de manhã.
Com inúmeras opções de dispositivos móveis finos, pequenos e poderosos disponíveis no mercado, as pessoas podem facilmente levá-los sempre consigo, facilitando a chamada "demonstração pública da tecnologia". A pesquisa revelou que os adultos norte-americanos presenciam uma média de cinco "ofensas móveis" por dia, com as principais delas permanecendo iguais às da primeira pesquisa da Intel sobre o estado da etiqueta móvel em 2009. As principais falhas de educação na mobilidade continuam sendo o uso de dispositivos enquanto dirigem (73%), falar alto em um dispositivo móvel em lugares públicos (65%) e usar um dispositivo móvel enquanto caminha pela rua (28%). "A premissa da etiqueta e de como nos socializamos com os outros não é um conceito novo. Sempre que interagimos com outra pessoa diretamente ou por meio do uso da tecnologia móvel, a etiqueta é um fator", explicou a autora e especialista em etiqueta Anna Post do Emily Post Institute. "Todos nós podemos ser mais conscientes sobre como usamos a nossa tecnologia móvel e como o nosso uso pode afetar as pessoas em nossa volta – em casa, no escritório ou onde quer que estejamos em público".
A pesquisa foi realizada online nos Estados Unidos pela Ipsos a pedido da Intel entre 10 de dezembro de 2010 e 5 de janeiro de 2011 com uma amostragem de dois mil adultos norte-americanos com idade igual ou superior a 18 anos e com uma margem de erro de mais ou menos 2,2 pontos percentuais.

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