Consumidores confiam mais nas operadoras que em OTTs, diz pesquisa

[Publicada originalmente no Mobile Time] O recente escândalo da Cambidge Analytica afetou a reputação do Facebook mundialmente e também impactou negativamente a confiança dos consumidores em serviços digitais over the top (OTTs) em geral. Em contrapartida, as pessoas agora valorizam mais a relação de confiança que têm com as suas operadoras móveis, no que diz respeito ao tratamento de seus dados pessoais. É o que revela uma pesquisa realizada pela Openet com 1.501 pessoas de quatro países (Brasil, EUA, Filipinas e Reino Unido).

56% dos entrevistados declaram que confiam mais nas suas operadoras móveis que em OTTs. 38% não veem diferença entre os dois tipos de empresas. E apenas 6% confiam mais nas prestadoras de serviços digitais.

No Brasil, especificamente, 49% dos entrevistados confiam mais nas operadoras móveis; 10% confiam mais nas OTTs; e 41% são indiferentes. O mercado com a maior proporção de pessoas que confiam mais nas operadoras são as Filipinas (69%). E aquele com a menor proporção que confia mais nas OTTs é o Reino Unido (2%), justamente onde está sediada a Cambridge Analytica, empresa pivô do escândalo sobre a interferência russa dentro do Facebook durante as eleições norte-americanas.

34% dos entrevistados, na média dos quatro mercados, disseram que sua confiança em OTTs diminuiu depois do escândalo da Cambridge Anaytica. 27% disseram o contrário, ou seja, que sua confiança nessas empresas digitais aumentou depois do ocorrido. E 39% responderam que continuou igual.

SVAs

A pesquisa também averiguou quais serviços de conteúdo digital as pessoas confiariam a prestação às operadoras, no lugar de uma OTT. Aqueles com maior potencial para serem explorados pelas teles são os de streaming de música e streaming de filmes, ambos apontados por 54% dos respondentes. Mensagens instantâneas e chamadas VoiP vêm logo a seguir, com 53% e 52%, respectivamente. Para serviços financeiros digitais, 40% confiariam nas operadoras. E para outros serviços, como alguns relacionados a saúde e bem-estar, apenas 28%.

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