Governo discute compartilhamento de torres para reduzir custos

Uma idéia que promete esquentar os debates entre radiodifusores está sendo negociada dentro do governo: é a possibilidade de abrir espaço, em algumas cidades brasileiras, para empresas responsáveis pela administração unificada da infra-estrutura de antena e transmissão de TV digital aberta. Não se trata da figura do operador de rede existente na Europa. Até porque os modelos regulatório e comercial brasileiro precisariam ser drasticamente alterados para permitir isso. O que se discute nesse momento, especificamente com empresários japoneses que já fazem isso no Japão, é a introdução do conceito de torres compartilhadas, em que uma única empresa constrói e administra a torre de transmissão e os transmissores das diferentes emissoras.
A solução poderia baixar o custo e acelerar a implantação da TV digital em algumas cidades. Para não assustar as empresas de radiodifusão, que temem perder o controle sobre seus sinais, a idéia é deixar claro que são elas quem administram o canal no espectro e detém a propriedade do seu transmissor específico. Nesta quarta, 28, algumas reuniões com os empresários interessados devem acontecer na Casa Civil e no Ministério das Comunicações.

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O ministro das Comunicações, Hélio Costa, informa que até o final do ano devem chegar ao mercado aparelhos de TV de baixo custo com sintonizadores para TV digital incorporados. A novidade pode ser um impulso para a disseminação da TV digital, já que os custos seriam menores do que os de um set-top externo e se aproveitaria o movimento natural de venda de televisores para reposição. Hoje, os sintonizadores digitais embutidos só estão disponíveis para TVs de alto valor agregado.

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