Vivo estima R$ 5,4 bilhões em sinergias após compra de ativos da Oi

Uma das compradoras dos ativos móveis da Oi, a Vivo divulgou nesta quarta-feira, 27, a expectativa inicial de R$ 5,4 bilhões em sinergias a serem capturadas pela empresa na esteira da transação.

Conforme fato relevante, a maior parte do montante (R$ 1,8 bilhão em valor presente líquido) está relacionada à redução de custos de operação e manutenção e ao desligamento de parte dos 2,7 mil sites adquiridos da Oi. Já outros R$ 1,7 bilhão viriam de menores despesas com expansão de capacidade a partir dos novos 43 MHz de espectro incorporados com a compra.

Completam a conta cerca de R$ 1 bilhão em sinergias projetadas com a integração de estrutura de vendas, suporte ao cliente e marketing, além de R$ 900 milhões associados ao ágio e alocação do preço de compra dos ativos.

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A Vivo também revelou que em março de 2022, os clientes adquiridos da Oi geraram R$ 135 milhões de receita líquida mensal com a antiga dona. Considerando o running-rate das sinergias, a empresa projeta margens Ebitda acima de 70% a partir da nova base (em patamar similar ao anunciado pela dona da Claro nesta quarta-feira).

Migração

Dos 12,5 milhões de clientes da Oi que entram na base da Vivo, 37% são pós-pagos e 63%, pré-pagos. A empresa projeta ganho de cinco pontos percentuais de market share de celular com a operação, atingindo 97 milhões de clientes móveis.

A transição da base deve começar ainda neste segundo trimestre, primeiro com a adoção de modelo "roaming like" (no qual os usuários vão utilizar serviços da Vivo como se fossem usuários de roaming). A etapa deve ser concluída no fim do terceiro trimestre, no mesmo momento em que a operadora espera concluir a limpeza do novo espectro e a adaptação dos sites (que carregam com si passivo de R$ 1,4 bilhão).

Já a migração completa dos novos usuários deve ser encerrada no fim do primeiro trimestre de 2023, assim como as concorrentes Claro e TIM. Pela fatia dos ativos móveis da Oi que cabem à Vivo, a empresa vai pagar R$ 5,3 bilhões, dos quais R$ 4,9 bilhões já foram desembolsados.

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