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Economia móvel chega a 5,6 bilhões de usuários únicos em 2023, aponta GSMA

Foto: Karolina Grabowska/Pexels

A economia mobile fechou 2023 com 5,6 bilhões de usuários únicos, segundo dados da GSMA, a associação global do ecossistema móvel, divulgados nesta segunda-feira, 26, no MWC24, em Barcelona (Espanha). Com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 1,7%, a estimativa é que sejam 6,3 bilhões de usuários únicos até 2030.

No relatório, uma das seis tendências listadas pela GSMA para os próximos anos é o 5G autônomo (5G SA, ou standalone) e o 5G Advanced. Em janeiro de 2024, 47 operadoras ofereciam serviços comerciais de 5G SA, ao passo que mais da metade esperava implantar o 5G avançado a partir do próximo ano, o que pode abrir novas avenidas de receitas e casos de uso de inovação com a rede de 5ª geração.

“O aumento do 5G standalone e as atividades 5G Advanced em 2024 vão iniciar iniciar uma nova rodada de investimentos em 5G, especialmente em mercados pioneiros. Isto tem o potencial de abrir uma riqueza de oportunidades para permitir maior funcionalidade e casos de uso para a empresa mercado”, diz a análise.

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No ano passado, eram 8,6 bilhões de chips conectados, a uma taxa de penetração de 107%. Esse volume deve ser de 9,8 bilhões de chips em 2030, quando a taxa de penetração está projetada em 114%, ainda segundo a GSMA. 

E, se neste momento o 5G representa 18% dos chips conectados, a expectativa é que isso seja 56% ao final do período. Por outro lado, com 59% das conexões de chips atualmente, o 4G deve cair para 35% ao final da década. 

Neste sentido, a adoção dos e-SIMs estão também entre as mudanças previstas para os próximos anos, após o crescimento “significativo” nos últimos 5 anos. Para a associação global do ecossistema móvel, a estimativa é ter 1 bilhão de conexões nos smartphones via e-SIMs ao final de 2025, mas isso passa para 6,9 bilhões, em 2030. 

A região com maior impulso deve ser a América do Norte, muito em função do lançamento iPhones pela Apple apenas com e-SIMs nos Estados Unidos, em setembro de 2022.

Parcerias entre telecoms e empresas de satélite

Em termos de usuários da internet móvel, hoje são 4,7 bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo, com uma taxa de penetração de 58%. Até o final da década, porém, deverão ser 5,5 bilhões de pessoas, a taxa de penetração de 65% e crescimento anual de 2,3%.

Ao longo dos últimos anos, outra das tendências observadas é o direcionamento da conectividade de voz e dados pelas redes de telecomunicações satelitais. Assim, os satélites e outras redes não-terrestres (NTNs) ofereceram a conectividade, ainda que em baixa escala. Por sua vez, a GSMA explica que as soluções com satélites e NTNs resultaram em uma melhoria de performance, baixo custo de implantação e modelos viáveis de negócios.

“Nos últimos dois anos, a lista de parcerias entre operadoras de telecomunicações e empresas de satélite cresceu, com mais negócios esperados em 2024 e para frente. Enquanto isso, soluções e parcerias diretas ao dispositivo (D2D) estão ganhando força, seguindo técnicas avançadas que permitiram que aos satélites estabelecerem conectividade com smartphones padrão”, diz. 

Como resultado, em termos de usuários da internet móvel, hoje são 4,7 bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo, com uma taxa de penetração de 58%. Até o final da década, porém, deverão ser 5,5 bilhões de pessoas, a uma taxa de penetração de 65% e crescimento anual de 2,3%.

O potencial da IA generativa por operadores

Para as operadoras de telecom, as aplicações com a Inteligência Artificial (IA) generativa é amplo, aponta o relatório. Por hora, o uso desta tecnologia avançada vêm auxiliando a gerar melhorias no atendimento ao cliente, no suporte às vendas e em ações de marketing. 

Entretanto, assim que alcançar determinado nível de maturidade, há um potencial para as teles gerarem novas fontes de receita. Um exemplo mencionado é o da SK Telecom, telecom sul-coreana anunciou, em 2022, a intenção de se colocar como uma empresa de IA. 

“Embora haja um claro potencial para colher benefícios significativos da aplicação de IA generativa, preocupações éticas em torno da tecnologia ainda precisam a ser abordado. A indústria móvel está comprometida ao uso ético da IA em suas operações e interações com o cliente.”

Iniciativas com redes de API ganham tração

Embora tenha sido possível expor as redes de APIs há algum tempo, as empresas têm encontrado dificuldades para adotar uma abordagem padronizada, que permita a utilização em larga escala, nota a associação. Por outro lado, com o objetivo de monetizar melhor os ativos de rede, os esforços recentes da indústria vêm resultando em um novo impulso às APIs.

“Enquanto o trabalho com recursos de times de desenvolvedores para atingir esse objetivo recebe a maior atenção, a exposição da rede recursos por meio de APIs também devem ajudar equipes dentro das operadoras na criação de novos serviços”, diz. 

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