Qualcomm não espera leilão do 2,5 GHz antes de 2012

Os fabricantes de equipamentos e chipsets têm pressa de que a Anatel defina logo a nova destinação do 2,5 GHz. Empresas como a Qualcomm argumentam que uma destinação formalizada agora garantirá a realização de um leilão apenas em 2012, baseando-se no tempo historicamente dispensado pela Anatel para a organização das vendas de faixas. E, se o processo se prolongar muito, corre-se o risco de o Brasil perder o auge da quarta geração da telefonia móvel, que começará a se desenvolver fortemente a partir de 2013, segundo projeções internacionais.
"Acho que agora é uma oportunidade de ganhar um pouco do tempo perdido com o 3G. Estamos em um momento ideal para esta decisão sobre o 2,5 GHz", avalia o diretor sênior de Relações Governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini, que participou nesta quinta-feira do evento "LTE: Tecnologia e Mercado". O presidente da companhia no Brasil, Paulo Breviglieri, reforça o discurso com a apresentação de números que mostram o crescimento esperado do LTE no mundo. A perspectiva é que, em 2013, o mundo já conte com aproximadamente 147 milhões de usuários na quarta geração. Mas, sem uma definição regulatória da Anatel, a perspectiva do executivo é que uma parcela muito pequena desse total seja de clientes no Brasil.
Breviglieri teme que a agência reguladora destine blocos pequenos para o SMP no 2,5 GHz, o que, segundo o executivo, comprometeria a oferta da nova tecnologia no futuro. "Se forem dois blocos de 20 MHz, por exemplo, acho que vai ser ruim para o país e o impacto negativo será para o usuário e para as operadoras", declarou. Para a empresa, o "razoável" seria a destinação de dois blocos de 70 MHz para a telefonia móvel.

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