Um Telecom encara desafios para ser MVNO e entrar no leilão de 5G

Foto: Pixabay

Além da operação fixa, a Um Telecom também mantém olho no serviço móvel. O provedor pernambucano anunciou em agosto a intenção de entrada no segmento de Internet das Coisas (IoT) e lançamento como operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), além de estudar participação no leilão de 5G. Mas a empresa ainda precisa enfrentar barreiras em um negócio que só fecha em conta agregado a outros serviços.

No caso do certame, o CEO do provedor, Rui Gomes, diz que é uma boa possibilidade para as operadoras competitivas. Em entrevista ao TELETIME, ele confirmou que há conversas "muito preliminares" para a formação de um consórcio para participar do certame. "São três empresas, mas está tudo muito incipiente", declara. 

Já a MVNO da Um Telecom deve ser lançada ainda neste ano, disponibilizando voz e dados móveis. Segundo o executivo, o processo de homologação na Anatel ainda está em andamento, mas a empresa tem em estoque os SIMcards para começar a comercialização assim que possível. 

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Desafios

Na opinião do diretor de negócios do provedor, Daniel Gomes (que não é parente do CEO, apesar do sobrenome ser o mesmo), o modelo dessa operação móvel virtual poderia ser melhorado. "MVNO ainda tem muito o que evoluir. Operadora [a MNO que fornece rede] ainda tem poder muito grande, e o preço final para o consumidor é muito baixo. É difícil fazer composição de preço para conseguir ser agressivo na conta", descreve. 

A percepção é que, se uma MNO "afrouxar" muito, acaba ganhando concorrentes utilizando a própria rede. Por isso, há uma pressão nos custos. A saída para uma MVNO acaba sendo a de agregar receitas. "A gente enxerga como um produto de serviço de valor agregado em cima de outros produtos. Não conseguimos fechar a equação de vender o móvel pelo móvel", diz o diretor. Isso significa incluir serviço em combos com produtos de Internet fixa, além de oferecer serviços digitais como cloud. 

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