China cresce e América Latina cai em balanço da Ericsson no 3º trimestre

A demanda 5G do mercado chinês foi o grande fator de impulsão dos resultados operacionais da Ericsson durante o terceiro trimestre. Já as vendas em outros mercados como a América Latina seguem pressionadas pelos efeitos da pandemia de covid-19 e da troca de tecnologias.

Entre julho e setembro, a fornecedora sueca registrou alta de 1% na receita, para 57,5 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 6,59 bilhões); em termos ajustados, a alta reportada foi de 7%. A Ericsson também reverteu prejuízo do ano passado em lucro líquido de 5,6 bilhões de coroas suecas (US$ 640 milhões).

O grande destaque do balanço foi a alta de 39% das receitas na região do nordeste asiático (para cerca de US$ 1 bilhão). Segundo a fornecedora, o forte crescimento foi impulsionado sobretudo pelos lançamentos comerciais de 5G realizados na China continental.

Participação

Em outras regiões, os resultados foram negativos. As vendas caíram 3% na América do Norte, 7% na Europa/América Latina e 9% no Oriente Médio/África. Só na regional que engloba Índia, sudeste asiático e Oceania que houve alta de 5% nas receitas.

Dessa forma, a China passou a representar 10% dos negócios da Ericsson, contra 7% há um ano. O principal mercado da fornecedora segue sendo os EUA, com 34% (ante 35% no terceiro trimestre de 2019). Austrália, Japão e Arábia Saudita (todos com 4%) completam a lista.

"Embora a pandemia tenha afetado as receitas de vários de nossos clientes e, em alguns casos, isso tenha levado a uma redução do capex, não vimos nenhum impacto negativo em nosso negócio, principalmente devido aos ganhos de presença. No entanto, a pandemia impactou negativamente nossas vendas na América Latina e na África", pontuou a fornecedora, em comunicado.

Redes

Principal negócio da Ericsson, a divisão de rede foi responsável por 41,7 bilhões de coroas suecas de faturamento, ou US$ 4,78 bilhões. Deste montante, três quartos correspondem à venda de equipamentos e o restante, de serviços. No entanto, a companhia admite que as vendas do portfólio legado "estão diminuindo mais rápido do que o previsto".

Já as outras verticais da fornecedora foram na direção contrária. Os serviços digitais caíram 12% em termos nominais (para cerca de US$ 1 bilhão), assim como a de serviços gerenciados, que recuaram 14% (para US$ 630 milhões). A divisão de negócios emergentes também teve queda na receita – mas de 3%, para US$ 180 milhões.

Ainda assim, o CEO e presidente da Ericsson, Börje Ekholm, reportou confiança na performance da empresa em 2020. Em comunicado, o executivo também comemorou a alta nas margens. A margem bruta passou de 37,7% há um ano para atuais 43,1%, enquanto a margem operacional fechou em 15% ante 7,3% negativos em 2019.

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