Presidente da Abinee critica manutenção dos juros

A manutenção da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) em 26,5% não agradou nem um pouco
a Associação Brasileira da Indústria Eletro-eletrônica (Abinee).
O presidente da entidade, Carlos Paiva Lopes, disse que a taxa é extremamente negativa. ?Temos uma das taxas mais altas do mundo. Só estamos atrás da Turquia (39%), mas lá a inflação é mais alta. Já está na hora de derrubar essa taxa. Isso está castigando fortemente a produção. É impossível crescer com taxas nesse nível.?

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Paiva argumenta que todos concordam que a inflação não deve subir, mas que o artifício de conter a inflação apenas com a manutenção da taxa de juros alta não é razoável. ?Até porque não temos inflação de demanda?, diz.
Os exportadores são os únicos que continuam se beneficiando com os juros altos. Segundo Paiva Lopes, o fabricante que exporta entre 20% e 30% de sua produção total tem um hedge (proteção cambial) natural. Ao contrário, o fornecedor que atende somente o mercado interno é penalizado.
Para a indústria de eletro-eletrônicos de um modo geral, diz Paiva Lopes, a manutenção da taxa é prejudicial por inviabilizar o desconto de títulos e o capital de giro das empresas. O dirigente acredita ser cedo ainda, contudo, para avaliar os efeitos dos juros especificamente sobre os fabricantes de equipamentos de telecomunicações instalados no Brasil. ?É difícil analisar a situação isolada destas empresas porque estão muito cautelosas em função das oscilações do dólar. É preciso esperar a liquidação dos financiamentos de curto prazo, que começam a vencer em julho próximo. Além disso há a dificuldade de captação de recursos nos Estados Unidos e Europa por conta da crise econômica mundial?, afirmou.

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