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Operadoras brasileiras assinam manifesto da GSMA pelo ‘fair share’

Imagem: Freepik

As operadoras brasileiras Claro, TIM, Vivo e Algar assinaram ao lado de uma série de players da América Latina um “chamado à ação” da GSMA, a associação global do ecossistema móvel. O documento aponta necessidade de novos modelos de investimentos para incluir digitalmente a população do continente, não se limitando apenas à indústria de telecom.

O órgão afirma que serão necessários investimentos dos diferentes players da indústria, como as big techs, além dos pequenos provedores e das operadoras consolidadas.

A GSMA observa que, devido ao crescimento de tráfego de dados nos últimos anos, os custos dos operadores de rede vêm aumentando ano a ano, enquanto as receitas estariam reduzidas ou permanecendo estagnadas. Em uma clara referência às big techs, a entidade critica a falta de recursos pelos players que geram a maior parte do tráfego das redes.

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“Em contrapartida, um pequeno número de grandes empresas – que notadamente geram a maior parte deste tráfego – desenvolvem os seus modelos de negócio com grande sucesso e rentabilidade, sem fazer parte dos esforços para fortalecer as redes em que se sustentam os seus serviços”, diz o chamado à ação.

Com o intuito de elevar a digitalização na região, a associação global pede que os governos permitam regras “mais flexíveis”, em que todos os participantes do ecossistema digital possam “contribuir de forma equitativa [o chamado fair share] para a melhoria da infraestrutura digital” – algo que poderia impactar diretamente no desenvolvimento econômico e social dos latinos e caribenhos.

Dessa forma, a GSMA diz, também, que as big techs, consideradas grandes geradoras de tráfego, devem fazer parte da solução. “Um mecanismo de contribuição justa, baseado num mercado de dois lados, beneficiaria todo o ecossistema: usuários, big techs geradoras de tráfego, pequenos provedores de conteúdos e aplicações e operadoras de telecomunicações.”

Neste cenário, também há outros problemas, como questões regulatórias, fiscais, comerciais e os custos elevados de utilização do espectro, avaliam as operadoras. Por sua vez, esse conjunto de entraves resulta em um modelo de financiamento das redes de infraestrutura que não seria sustentável e nem escalável.

Por fim, a entidade acredita que novas regras poderiam incentivar uma gestão mais responsável e eficiente do tráfego de dados, sem prejudicar a experiência do usuário, podendo aumentar a flexibilidade de investimento das prestadoras de serviço com redução do impacto ambiental. 

Tecnologias emergentes

A avaliação é que com a consolidação de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), metaverso, além de análise de dados, a conectividade deve continuar revolucionando as empresas nos próximos anos, ainda segundo relatório da GSMA.

Já puxado pelas novas aplicações, produtos e serviços, o consumo mensal de dados móveis na América Latina gira em torno de 11 GB (gigabits) por smartphone e deve superar 40 GB até 2028, de acordo com projeções da associação. Contudo, a crescente demanda não deve ser o único desafio a ser superado pelo segmento.

Atualmente, das 660 milhões de pessoas que vivem na América Latina e no Caribe, 230 milhões de latino-americanos e 22,8 milhões de caribenhos seguem desconectados em razão de problemas de uso e cobertura nos diferentes países.

Esses problemas podem ser endereçados com o desenvolvimento de incentivos à demanda, a redução da carga fiscal incidente na indústria das telecomunicações e a utilização eficaz dos fundos do serviço universal, além da já mencionada contribuição de outros segmentos.

Além disso, os países precisarão lidar com os desafios de investimentos necessários para a adoção de novas e mais modernas tecnologias, a exemplo do 5G e da fibra óptica, bem como para manter a expansão e introduzir melhorias de qualidade nas redes existentes. “Estes investimentos são essenciais para promover uma transformação produtiva que permita que as economias sejam competitivas e facilitem a inovação”, diz a GSMA.

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