Telefónica espera reaquecimento da economia no Brasil e aprovação do PLC 79

A Telefónica espera que o desempenho macroeconômico brasileiro cresça este ano, sobretudo se passarem as reformas propostas pelo governo. Além disso, aguarda por uma eventual aprovação do PLC 79/2016 em breve. Com isso, de acordo com o chairman e CEO do grupo espanhol, José María Álvarez-Pallete, durante teleconferência dos resultados de 2018 nesta quinta, 21, o sucesso da economia no País impulsionará os países vizinhos. "Achamos que o Brasil pode ser uma surpresa positiva no mercado com um crescimento decente, e isso vai ajudar a região, porque o Brasil é o coração da América Latina", afirmou, citando previsão de crescimento no Peru, Chile e Colômbia, mas enxergando "volatilidade" na Argentina.

Outro fator que ele prevê com um otimismo reticente é a mudança no marco legal das telecomunicações no Brasil por meio do PLC 79/2016. "Esperamos que haja aumento das chances e condições políticas para ter aprovação mais cedo do que tarde", disse.

"Vemos um crescimento forte no Brasil, e o país deverá crescer em 2019. Dependendo do nível das reformas do governo, se passarem no Congresso, isso poderá ser acelerado", conjecturou o executivo. Ele ressaltou que o Brasil conta uma "quantia significativa de recursos estrangeiros", na ordem de US$ 1,380 trilhão, e que nos últimos 15 anos tem criado uma classe média mais forte. "Então, o consumo interno é uma força de estabilização da economia".

Isso impacta na Telefónica porque, conforme explicou Álvarez-Pallete, o avanço do PIB nos países latino-americanos tem efeitos no câmbio das moedas locais em relação ao euro – a desvalorização do real brasileiro e do peso argentino causaram impacto negativo nas receitas do grupo em 2018. "Nossa expectativa para 2019 é de crescimento macro na região guiado pelo Brasil. [Isso vai trazer] menos volatilidade e menos impacto no euro", analisa.

Desinvestimentos

Também influenciará o desempenho da Telefónica na região a venda de ativos, como o recém-anunciado acordo com a Millicom para o desinvestimento das operações no Panamá, Costa Rica e Nicarágua por US$ 1,65 bilhão, além da venda das subsidiárias em Guatemala e em El Salvador para a América Móvil. Segundo Álvarez-Pallete, mais fusões estão por vir. "Estamos querendo mais otimização de portfólio sim, investindo mais forte em redes e monitorando consolidação", contou.

1 COMENTÁRIO

  1. Tomara que aprovem as reformas e a PLC 79 também seja aprovada. Para o bem do mercados seria muito bom que essas reformas sejam aprovadas para reaquecer a economia. A Oi também precisa muito da PLC 79 para investir mais no 4G e na fibra.

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