Migração da base 2G custaria no mínimo R$ 100 por linha, estima CEO da Datora

Foto: Pixabay

[Publicado no Mobile Time] Existem hoje 28,5 milhões de linhas móveis em dispositivos 2G no Brasil, de acordo com dados da Anatel de maio. A grande maioria, ou 25,2 milhões, estão em aparelhos de comunicação entre máquinas (M2M), como maquininhas de cartão e rastreadores de veículos. Migrar essas linhas para dispositivos 3G ou 4G custaria, no mínimo R$ 100 por aparelho, estimou o CEO da Datora, Tomas Fuchs, durante painel sobre IoT, na edição digital do Fórum de Operadoras Inovadoras, nesta segunda-feira, 20. "É só fazer as contas", comentou o executivo sobre quanto seria o custo total do desligamento da rede 2G. Considerando o valor mínimo de R$ 100 seriam quase R$ 3 bilhões para a troca de aparelhos – talvez um pouco menos, pois alguns dispositivos trabalham com mais de uma linha, para ter redundância.

Fala-se muito no interesse das operadoras em reutilizar em outras tecnologias o espectro hoje alocado para o 2G, mas ninguém está disposto a pagar a conta da migração. O mais provável é que a migração aconteça naturalmente, conforme os próprios usuários troquem de equipamentos, o que significa uma morte lenta do 2G. Essa é a expectativa de Eduardo Polidoro, diretor de negócios de IoT da Claro Brasil, também presente no painel.

3 COMENTÁRIOS

  1. Alguém sabe por que em pleno declínio da tecnologia 2G, a Claro ativou GSM em 850 MHz na área 11 no início deste ano? Não em todos os sites obviamente, em especial os que já tem sinal em 900 MHz ficaram sem o 850.

    • Isso se falava em 2012, quando o 4G foi lançado. Atualmente, a maioria dos acessos no Brasil é 4G, superando em muito o 2G e o 3G juntos.

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